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Meirelles confirma que não ficará no governo e diz que vai escrever livro

Meirelles confirma que não ficará no governo e diz que vai escrever livro

Atualizado: Terça-feira, 14 Dezembro de 2010 as 9:55

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou nesta segunda-feira (13), durante a cerimônia de lançamento da segunda família do real, que não vai permanecer no governo no mandato da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Sua saída do BC já havia sido anunciada em novembro, mas ainda havia especulações de que ele poderia assumir outro cargo público. Em janeiro, a Presidência do BC será assumida por Alexandre Tombini, cujo nome já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

"O momento de sair é quando tudo vai bem, e não quando existem problemas. Esse lançamento [da nova família do real] é oportuno para que eu possa considerar encerrada a minha missão na administração pública federal", disse Meirelles.

Ele disse ainda que ficará quatro meses de "quarentena" e acrescentou que esse será um bom período para registrar, em um livro, a sua experiência de oito anos à frente da autoridade monetária. Meirelles foi o presidente do BC que ficou por mais tempo no cargo. "Saio do governo com o sentimento de dever cumprido", declarou.

Meirelles afirmou ainda que é um dever do poder público assegurar o poder de compra da moeda brasileira. "Moeda estável e forte é um direitó básico da cidadania. Depois de vários anos com inflação na meta, é o momento de consolidar a imagem de um padrão monetário sólido e de uma economia estável. Somos um país com uma economia robusta", disse ele.

Segundo ele, é preciso que o dinheiro "esteja à altura" desse novo patamar de desenvolvimento do país. "A nova família do real será introduzida de forma gradual. Ninguém precisa se preocupar em trocar. As duas familias conviverão naturalmente. É algo que vai assegurar uma melhor qualidade da cédula e não impor a população uma obrigação de trocar as cédulas. Pela primeira vez, estamos fazendo a nova família no novo padrão monetário, sem a subtração de zeros. É algo da maior importância", concluiu.

Por: Alexandro Martello

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