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Menina vítima de bala perdida em favela do Rio será enterrada à tarde

Menina vítima de bala perdida em favela do Rio será enterrada à tarde

Atualizado: Terça-feira, 6 Setembro de 2011 as 10:59

O corpo da menina que foi atingida por uma bala perdida após uma troca de tiros entre policiais civis e suspeitos, na Favela Parque Alegria, no Caju, na Zona Portuária do Rio, será enterrado na tarde desta terça-feira (6), no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. De acordo com a administração do cemitério, a previsão é de que o sepultamento ocorra às 16h. A criança morreu na tarde de segunda-feira (5), no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), onde estava internada.

De acordo com a assessoria do HGB, a menina tinha 6 anos, foi atingida no tórax e teve o pulmão e o estômago perfurados. Ela estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, passou por duas cirurgias e morreu na sala de pós-operatório do centro cirúrgico.

Cerca de 30 pessoas, entre parentes e amigos da menina estiveram no hospital na noite de segunda-feira (5). A mãe da criança não quis falar com a imprensa.

Segundo a assessoria do hospital, uma tia contou que a garota seguia para a escola com a babá quando foi atingida por um tiro.

Material apreendido por policiais no Caju

(Foto: Lilian Quaino/G1)

  A delegada da 17ª DP (São Cristóvão), Monique Vidal, responsável pela investigação do caso, informou que um fuzil 762, vários carregadores de fuzil e de outras armas, munição, pelo menos dez pacotes de maconha, trouxinhas da erva foram apreendidos na manhã de segunda por policiais da Academia de Polícia (Acadepol), no Caju. Eles contaram que foram recebidos a tiros por dois suspeitos em uma moto, por volta das 8h, num acesso próximo à linha férrea, na comunidade Parque Alegria, e houve tiroteio.

O material estava em duas mochilas levadas pelo carona da moto, que também portava a arma e morreu no local. O outro suspeito fugiu. Além da menina, um policial e um morador da comunidade ficaram feridos. Junto com a droga estavam centenas de adesivos para etiquetar a maconha. Os policiais ressaltaram a qualidade gráfica das etiquetas e o fato de a maconha ser hidropônica.

Os policiais recolheram ainda cadernos que, segundo disseram, contêm a contabilidade da venda de drogas do local. E também um pacote de comprimidos que a delegada disse ainda não saber do que se trata. "Tudo vai para a perícia", disse a delegada.

Três armas de policiais são apreendidas

A delegada apreendeu três armas dos policiais: uma pistola Taurus .40, um fuzil Colt 556 e uma submetralhadora HK 9 mm, que serão enviadas para a perícia para identificar de quais armas saíram os tiros que atingiram o policial, a criança, o morador e o suspeito.

Os policiais são da Coordenadoria de Operações Especiais (Core) e instrutores de tiro. Eles estavam em um comboio de cinco viaturas levando agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) para treinarem num galpão de tiro no Caju. Num acesso próximo à passagem da linha férrea eles foram recebidos a tidos pelos suspeitos na moto. Policiais da viatura que ia à frente revidaram.

"Foi tudo tão rápido que os carros que iam atrás nem perceberam", contou Monique Vidal, que na segunda ouviu os policiais envolvidos e espera ajuda da população pelo Disque-Denúncia (2253-1177) para tentar localizar o suspeito fugitivo. O anonimato é garantido.            

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