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Mercadante se coloca à disposição do PT para conversar com Marina

Mercadante se coloca à disposição do PT para conversar com Marina

Atualizado: Terça-feira, 5 Outubro de 2010 as 9:35

O senador Aloizio Mercadante, que disputou o governo do Estado pelo PT, afirmou que pretende conversar com Marina Silva, que concorreu à presidência da República pelo PV. Mercadante se colocou à disposição do partido para atuar como um dos interlocutores da legenda em busca de apoio para a candidata Dilma Rousseff (PT).

"Todo mundo sabe que ela gosta de mim, ela disse isso publicamente, até ao longo da campanha. O respeito e o carinho é recíproco. Foi muito bom para a democracia brasileira que uma liderança como a Marina tenha tido uma votação expressiva", disse. O senador acredita que a aproximação com Marina, que teve quase 20% dos votos válidos, é possível. Segundo ele, o fato de Marina ter sido filiada ao PT pode fazer com que ela se junte à campanha de Dilma.

Nesta segunda-feira (4), Mercadante participou de uma reunião com a cúpula do PT paulista para definir as estratégias para mobilizar a militância e os aliados. Na ocasião, foi estabelecido um calendário que começa nesta terça-feira (3) com uma reunião com os parlamentares eleitos e os prefeitos aliados. Em busca de uma aliança mais ampla, Mercadante disse que além de Marina irá procurar Fabio Feldmann (PV), Paulo Skaf (PSB) e Celso Russomanno (PP) que também disputaram o governo de São Paulo.

Segundo Mercadante, é preciso respeitar o tempo do PV para se manifestar, mas ele disse que pretende ouvir uma avaliação de Marina Silva. "Marina sempre esteve do nosso lado. É do nosso lado há 30 anos. Ela fez parte da minha bancada a vida toda. Ela faz parte desse projeto. A história dela, a luta dela, os compromissos dela tem a ver com movimento popular, com as bandeiras de uma sociedade mais justa. Ela nunca fez parte das posições conservadoras que se organizam à direita do espectro político", afirmou.

No dia seguinte, haverá outra reunião, na quinta plenárias com os movimentos sindicais e os movimentos populares, além de reuniões em todos os diretórios. Na sexta, um ato para abrir a disputa do segundo turno e no sábado carreatas nas principais cidades do Estado.

Mercadante disse que a vitória de Dilma irá engajar todos dentro do partido. Hoje, às 7h30, o Lula já estava me ligando . E não é aquela conversa assim: 'tudo bem...'. Ele já chegou perguntando como é que estão os encaminhamentos". O senador afirma que Dilma tem tudo para convencer o eleitorado de que é a melhor opção para o Brasil. Apesar de ela ter sido derrotada no primeiro turno por José Serra (PSDB), Mercadante diz que os 40% alcançados por ele não são muito para quem acabou de governar o Estado. "Ele teve uma votação muito baixa para quem governou o Estado, para um partido que governou 16 anos. E sai para ser candidato a presidente da República a partir dessa experiência de governo".

Mercadante acredita que a queda de Dilma nos últimos dias de campanha se deve a uma campanha orquestrada. "É típica, o PSDB já fez isso em outras situações. A campanha do medo da vitória do Lula, que o Brasil iria virar uma Argentina, do De La Rua, que ia voltar a inflação, que era uma mistura de De la Rua com Chávez, tinha até música. O Serra sempre fez campanha desse jeito, oculta, que tenta induzir ao medo, à insegurança, uma agenda absolutamente indefensável.

Postado por: Guilherme Pilão

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