Mergulhadores profissionais tiram o lixo acumulado na Guarapiranga

Mergulhadores profissionais tiram o lixo acumulado na Guarapiranga

Atualizado: Quarta-feira, 12 Janeiro de 2011 as 2:20

A Represa Guarapiranga é o último destino do flutuador, que está, desde novembro, analisando a situação dos reservatórios da Grande São Paulo. A expedição no reservatório começou na manhã desta quarta-feira (12).

Um dos principais problemas da Guarapiranga é o lixo e o esgoto e, para amenizar a sujeira, mergulhadores profissionais tem que tirar o lixo acumulado no fundo, a 11 metros de profundidade.

A cada dois meses eles têm essa missão: limpar a Guarapiranga e garantir o abastecimento de quase 4 milhões de pessoas. Sacolas, latinhas de alumínio, garrafas pet são materiais que entopem o cano de captação da grande caixa d’água.

Em 2010, a Sabesp recolheu 60 toneladas de lixo do fundo e das margens da represa. “Tudo que acontece na bacia, ocupação inadequada, lixo que é jogado, quando chove acaba tudo chegando na Guarapiranga”, explica o superintendente de produção de água da Sabesp, Hélio Castro.

Esgoto

Um milhão de pessoas moram na área de manancial da Guarapiranga. Delas, 400 mil não tem coleta de esgoto. “Toda essa malha de rios que estão dentro dessa bacia hidrográfica elas correm dentro da represa. Então a água já chega toda poluída que vai cair no esgoto in natura e depois encontra com outros rios e cai dentro da represa", fala Cléber Moreira, geógrafo.

Da represa saem 14 mil litros, a cada segundo para 3,8 milhões de pessoas da Zona Sul da capital, de Embu, Taboão da Serra e também de Cotia, na Grande São Paulo.

Lazer

Para muitos, a Guarapiranga é sinônimo de lazer e prática de esporte. O maior ídolo da vela no Brasil começou no reservatório aos 9 anos de idade. Robert Scheidt se tornou íntimo da vela, da represa e ainda um dos maiores atletas olímpicos do país. "A Represa da Guarapiranga sempre foi um dos principais centros de formação de velejadores do Brasil. Tem vários clubes de vela, é um local onde o regime de vento é muito bom e está próximo da cidade. Então, para praticar o iatismo, é um dos melhores lugares de São Paulo", fala Richard Andersen, coordenador do curso.    

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