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Mergulhadores tiram moedas e outros objetos na área das Cataratas do Iguaçu

Mergulhadores tiram moedas e outros objetos na área das Cataratas do Iguaçu

Atualizado: Quinta-feira, 7 Maio de 2009 as 12

A falta de chuva mudou uma das paisagens mais famosas do Brasil: das Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Os paredões de pedra estão à mostra e a quantidade de água está um terço do normal. Para que a paisagem volte a ser o que era antes, é preciso que chova, principalmente na nascente do Rio Iguaçu. Mas a estiagem teve uma utilidade: técnicos aproveitaram para fazer uma faxina no cartão-postal.

A seca deixou à mostra paredões de pedra, o fundo do rio e também o desrespeito ao meio ambiente. Logo abaixo das quedas, há lixo por todo lado e dos mais variados: CD, pente, martelo e até guarda-chuva. "Achei que o pessoal fosse mais consciente", diz o turista Antonio de Souza.

Tudo é recolhido por uma ONG de esportes radicais que aproveita o rio seco, mais tranquilo, para fazer a limpeza.

Muito do entulho pode ter origem em outras cidades, mas a maior parte do lixo encontrado é fruto do descaso com a natureza dos próprios visitantes das cataratas. É o caso das pilhas das maquinas fotográficas que vão parar dentro da água, das garrafas de plástico, das latas de refrigerante e de milhares de moedas. "É impressionante. Nunca vi uma coisa dessas. Só na Itália, na Fonte de Trevi, as pessoas jogam moedas", compara um visitante.

Em um rio, dentro de uma área de proteção, as moedas não são tradição, mas um problema. "Por baixo das algas, há muita moeda. É lixo. Não deveria ser jogado", alerta o ambientalista Tássio Lima.

Entre tanto entulho, dá para encontrar uma boa notícia. Desde que as limpezas começaram, há três anos, o lixo vem diminuindo. Isso ocorre graças a uma nova geração de turistas, mais conscientes. "Andamos com a sacola dentro da bolsa e guardamos até achar uma lixeira pelo caminho", explica o turista Antonio de Souza.

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