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Mesmo com perdão, caso de noivo que foi pescar deve chegar à Justiça

Mesmo com perdão, caso de noivo que foi pescar deve chegar à Justiça

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 8:28

Mesmo com o perdão e o casamento remarcado, o caso da mulher que denunciou à polícia o desaparecimento do noivo um dia antes da cerimônia deve chegar à Justiça. Como o boletim de ocorrência foi registrado em uma delegacia de Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, como furto – a noiva afirmou que ele tinha fugido com R$ 19 mil, um carro e uma moto dela – a Polícia Civil irá enviar ainda nesta semana o inquérito ao fórum e um juiz deve decidir se o caso será arquivado.

A polícia diz que não há como a noiva “retirar a queixa”. O criminalista Mário de Oliveira Filho, presidente da Comissão de Fiscalização e Defesa da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), explica que casos de crimes de alçada pública, como furto, independem da vontade de quem fez o registro na polícia. “A partir do momento que você lavra um boletim de ocorrência, isso vai seguir, vai para o Ministério Público e ele decide se transforma em denúncia. Nos crimes de ação privada (como lesão corporal), você pode desistir até um determinado momento”, afirma o especialista. O caso começou no dia 16 de julho, quando a professora Sueli Casarotti, de 49 anos, esteve em uma delegacia da cidade contando que passou o dia em um salão de beleza se preparando para o seu casamento, marcado para o dia seguinte. Quando voltou para casa, percebeu que as roupas do companheiro, o pedreiro Antônio Mondim, de 47 anos, haviam sumido do armário, junto com os seus bens: R$ 19 mil, um carro e uma moto.

No dia 21 de julho, o noivo esteve no 3º Distrito Policial de Ribeirão Preto para prestar esclarecimentos. Ele negou as acusações. “Eu fui pescar”, disse ele na saída da delegacia. Em seu depoimento, Mondim afirmou que havia discutido com a noiva no dia anterior ao casamento e que eles haviam desistido da cerimônia. Também disse que pegou o dinheiro pensando que havia ali apenas a sua parte. Afirmou que o carro é seu e a moto foi comprada em conjunto pelo casal.

Casamento remarcado

Desfeito o mal-entendido, a professora anunciou nesta terça-feira (27) que remarcou o casamento para a manhã de sábado (31), em um cartório do município. “Agora já foi tudo resolvido. Tanto eu como ele estamos bem, felizes e desejamos que toda essa repercussão passe”, afirmou Sueli em entrevista ao G1 .

Ela disse que todo o caso foi “apenas uma crise”. “Aconteceu isso, mas a gente já se acertou”, disse. Segundo a professora, o pedreiro voltou no dia marcado do primeiro casamento, quando ela já tinha registrado o boletim de ocorrência. “Nós estávamos nervosos e fui eu que não quis casar naquele dia”, contou. Agora, depois de tudo resolvido, ela só pensa no casamento remarcado. “O amor é mais forte, fala mais alto e é isso que importa”, disse.

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