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'Meu medo é de escutas onde a gente conversa', diz advogado de Bruno

'Meu medo é de escutas onde a gente conversa', diz advogado de Bruno

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 7:38

O advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno de Souza e outros cinco suspeitos de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio , diz temer gravações de conversas entre ele e seus clientes nos presídios.

“Meu medo hoje é que tenham colocado escuta onde a gente conversa. Não vi, não ouvi, não examinei, mas do jeito que a coisa está andando, eu não duvido que coloquem sorrateiramente um aparelho de escuta e gravem nossa conversa”, afirmou Quaresma ao G1 . “Eu não posso mais visitar meus clientes, ou então, vou ter que pedir para a direção não tirá-los das celas.”

Quaresma também reclama de imagens de Bruno feitas com celulares e máquinas fotográficas, que foram exibidas em emissoras de televisão. Vídeos já mostraram Bruno na delegacia, pouco depois de se entregar à polícia, e também no avião, quando era transferido do Rio de Janeiro para Minas Gerais.

“A situação está tão nefasta, que estão fazendo gravações e leiloando. Você faz a coisa ilícita, pega a prova e leva a um balcão de negócios para um leilão”, afirmou.

Eliza como testemunha

O advogado disse que vai colocar Eliza como testemunha de defesa do atleta, caso o inquérito que apura o caso seja concluído e o Ministério Público ofereça denúncia contra seu cliente. A Polícia Civil de Minas Gerais já considera Eliza morta, mas essa teoria é contestada pelo advogado, que cita a ausência de corpo para se falar sobre o crime de homicídio.

“Enquanto não apresentarem um atestado de óbito ou um relatório de necropsia, eu não tenho provas de que ela está morta. Então, permanece em dúvida se ela está viva. Onde está Eliza? É a pergunta que não quer calar”, diz.

Processo do menor

Quaresma afirma que aguarda o resultado da sessão que definirá o futuro do adolescente, que teria envolvimento no desaparecimento de Eliza. O adolescente compareceu nesta quinta-feira (22) ao Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem (MG), permanece internado em Belo Horizonte. “Eu ouvi o promotor dizer que há indícios, mas não há provas do crime de homicídio. Se o Ministério Público eventualmente disser que não há crime de homicídio e o juiz decretar isso, vou perguntar para quem vai à porta do fórum chamar meu cliente de assassino se vão orar e pedir perdão por ter feito algo para o próximo, que é inocente”, disse.

Documentos

O advogado afirmou que foram feitas diversas consultas sobre o CPF de Eliza Samudio no Serasa. Alguém poderia tentar usar indevidamente o nome dela. “Foi ela ou alguém que teve uma atitude leviana ao usar o cartão de crédito dela.”

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