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Migração dos pontos de consumo de crack enfraquece o tráfico, diz PM

Migração dos pontos de consumo de crack enfraquece o tráfico, diz PM

Atualizado: Sexta-feira, 12 Novembro de 2010 as 8:13

 O comandante de policiamento na capital paulista, coronel Marcos Roberto Chaves, considerou preocupante, na manhã desta sexta-feira (12), a migração nos pontos de consumo e venda de entorpecentes, que inicialmente se concentravam na região central de São Paulo, para outros bairros da cidade. Essa mudança nos pontos de consumo, no entanto, enfraquece o tráfico, na opinião do coronel.

Indique pontos onde há tráfico e consumo de drogas

“É preocupante, mas a Polícia Militar está monitorando essa situação. Quando começou uma ação muito forte na região da Nova Luz nós observamos uma migração de algumas pessoas ligada à droga para outros pontos da cidade”, declarou.

“A cada vez que tem essa migração. O crime enfraquece, porque o traficante tem que se movimentar mais. Cada vez que ele se movimenta tem a possibilidade da polícia atuar”, observou o coronel.

Novas cracolândias

A polícia abordou um grupo de jovens no meio da tarde no túnel da Avenida Rebouças, quase embaixo da Avenida Paulista, um dos mais movimentados de São Paulo. São sete rapazes, usuários de crack. Eles fumavam a droga em cachimbos improvisados quando a polícia chegou. E abandonam rapidamente o entorpecente no momento da abordagem.

Nesta semana, foram mostradas novas cracolândias, que surgiram em várias regiões da capital paulista. Ninguém sabe ao certo como é que começaram esses focos de consumo e venda da droga. Mas todo mundo sabe como eles terminam: atraindo mais e mais usuários e estragando a vida de quem consome e de quem convive com o problema.

Uma rua do Jaguaré, na Zona Oeste da capital, é mais um local onde o tráfico corre solto. A aglomeração mostra que a droga é vendida em barracas, como se fossem pontos de comércio estabelecido. André largou a escola em Barueri para cair nas ruas do Jaguaré. Desistiu de tentar se livrar do crack. “É mais forte”, afirma. Patrícia também se afundou na escravidão da droga. Perdeu o emprego de secretária, o marido e a casa. Ela diz que, por enquanto, não consegue largar o vício. “Precisa de uma ajuda também, não só da força de vontade. Um tratamento do governo, alguma coisa assim."    

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