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Milícias comandadas por políticos continuam agindo livremente na baixada

Milícias comandadas por políticos continuam agindo livremente na baixada

Atualizado: Sexta-feira, 4 Fevereiro de 2011 as 8:57

Em dezembro de 2010, a Polícia Civil desarticulou uma milícia que agia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que tinha como líderes dois vereadores, que acabaram presos. No mesmo mês, um ex-candidato a vereador foi assassinado na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital. As investigações apontavam ele como chefe da milícia que agia no centro de Nilópolis, também na baixada.

Grande parte dos grupos paramilitares que agem na Baixada Fluminense são comandados por políticos . O relatório da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa citou várias localidades nesta região que ainda não foram alvo de operações policiais.

Uma das comunidades é Areia Branca, em Belford Roxo. Um ex-candidato a vereador é citado como o chefe do grupo. Em Santa Marta, na mesma cidade, um ex-vereador é apontado como um dos líderes da milícia, que cobraria uma taxa de segurança de R$ 10 dos moradores.

Outra comunidade citada é o loteamento Jardim Lar, que teria como chefe da milícia um ex-candidato a vereador conhecido pelo apelido de Homem-Águia.

Um outro político é suspeito de comandar uma milícia que agiria na comunidade do Paiol, em Nilópolis. O grupo, segundo o relatório da CPI, cobraria R$ 20 de moradores, R$ 50 mensais e R$ 25 de instalação da TV a cabo clandestina.

Em Vila de Cava, em Nova Iguaçu, um outro ex-candidato a vereador é apontado como líder da milícia que comanda a localidade.

Na capital há grupos que ainda não foram alvo de operações

Na capital fluminense, apesar das diversas ações policiais para desarticular as principais milícias da cidade, como a de Campo Grande e Rio das Pedras, na zona oeste, e a que era comandada pelo ex-policial Fabrício Fernandes, o Mirra, alguns grupos ainda não foram alvos.

  Um deles é o temido bando comandado supostamente por um policial militar conhecido como Falcon, que agiria nos bairros de Oswaldo Cruz e Madureira, na zona norte.

A primeira milícia instalada na zona norte, a do conjunto habitacional Quitungo, na Vila da Penha, também permanece sem ser alvo de operações policiais, assim como o grupo paramilitar que age nas comunidades Roquete Pinto e Praia de Ramos, no Complexo da Maré, na mesma região, onde está localizado o Piscinão de Ramos.  

No morro do Dezoito, em Água Santa, na zona norte, a milícia foi desarticulada em novembro e a área, desde então, passou a ser disputada entre os grupos paramilitares e traficantes. Há duas semanas, os confrontos entre as quadrilhas deixaram dois mortos.    

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