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Minas tem mais de 6 mil casos notificados de dengue em 5 semanas

Minas tem mais de 6 mil casos notificados de dengue em 5 semanas

Atualizado: Segunda-feira, 14 Fevereiro de 2011 as 1:20

A Secretaria de Estado de Minas Gerais (SES-MG) registrou, nas cinco primeiras semanas de 2011 6.639 notificações de casos de dengue no estado. Em todo o ano de 2010, foram 24.612. Para combater o mosquito Aedes aegypti – transmissor do vírus da dengue - uma força-tarefa foi montada no estado.

O último informe epidemiológico da secretaria apontou que, em 2011, as três cidades com o maior número de casos notificados são Belo Horizonte com 947, Curvelo (Central) com 453 e Rio Novo (Zona da Mata) 345. Ainda neste ano, houve dois casos de dengue hemorrágica. Na quinta-feira (11), foi confirmada a primeira morte do ano por dengue com complicação. O menino de cinco anos morreu em Januária, na Região Norte de Minas, mas a secretaria não informou a data do óbito. No ano passado, foram 36 óbitos registrados.

O superintendente de Epidemiologia da SES-MG, Francisco Lemos, informou que, desde novembro de 2010, o órgão tem o Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue. O trabalho prevê ações como a assistência às pessoas contaminadas, liberação de medicamentos para o tratamento como soro fisiológico e analgésico, capacitação de profissionais médicos e o acompanhamento da Vigilância Epidemiológica nos municípios com o maior índice de transmissão. A força-tarefa foi formada com 432 pessoas, sendo 200 soldados do Exército, 40 da Aeronáutica e 192 agentes de saúde.     Segundo Lemos, o período de alta transmissão do vírus da dengue ocorre de dezembro a maio – época em que a combinação chuva e calor é propícia para a reprodução do mosquito.

Risco

O índice do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), realizado em janeiro de 2011, apontou que 32 municípios, dos 84 pesquisados, apresentaram infestação acima 4% - o que significa que há risco maior de epidemia.

São elas: Aimorés, Araguari, Arcos, Betim, Bocaiúva, Bom Despacho, Caetanópolis, Campo Belo, Coronel Fabriciano, Curvelo, Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga, Ituiutaba, Januária, Juiz de Fora, Leopoldina, Mário Campos, Matozinhos, Montes Claros, Papagaios, Paracatu, Pirapora, Pompéu, Ponte Nova, Prudente de Morais, Sabará, Santa Cruz de Minas, São João del Rei, Sete Lagoas, Várzea da Palma e Timóteo.     Quarenta e oito cidades estão em alerta para ocorrência de epidemia, com percentual entre 1% a 3,9%. São elas: Além Paraíba, Alfenas, Araxá, Brumadinho, Carangola, Caratinga, Cataguases, Confins, Contagem, Divino, Dores do Indaiá, Formiga, Frutal, Guaxupé, Ibirité, Igarapé, Itabira, Janaúba, João Monlevade, Juatuba, Lagoa Santa, Lavras, Manhuaçu, Muriaé, Nova Lima, Nova Serrana, Pará de Minas, Passos, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Pirapetinga, Ribeirão das Neves, Rodeiro, Santa Luzia, São Francisco, São Joaquim de Bicas, Sarzedo, Teófilo Otoni, Tocantins, Ubá, Uberaba, Uberlândia, Unaí, Varginha, Vazante, Vespasiano, Visconde do Rio Branco.

Belo Horizonte ficou com 3,8%, fora da zona de alerta. Apenas quatro municípios apresentaram índice abaixo de 1%: Conselheiro Lafaiete, na Região Central, Poços de Caldas, Sul; Santana do Paraíso, Rio Doce; e Itaúna, Centro-Oeste.

Lemos explicou que algumas localidades são consideradas áreas com mais risco de infestação porque há condições ambientais que não são controladas pelo governo, como temperatura, por exemplo. “O afluxo de pessoas vindas de outros locais também contribui para a proliferação do mosquito, porque ele gosta de pessoas próximas. Ele é preguiçoso e isso facilita na hora de se alimentar”, falou.

O superintendente de Epidemiologia falou, ainda, que a aglomeração também pode contribuir com a infestação. “As pessoas deixam para trás objetos que facilitam o acúmulo de água, o que ajuda na reprodução”, disse.

Dengômetro

O Dengômetro é uma novidade no estado. É um espaço, uma espécie de tenda, onde há uma série de atividades que levam as pessoas a se mobilizar, de acordo com a secretaria. A iniciativa vai às cidades onde o índice de infestação está alto com o objetivo de conscientizar a população por meio de atividades educativas. “Elas [pessoas] precisam entender que a dengue é um problema de toda sociedade, e não somente do governo”, afirmou Lemos. Os municípios mais afetados pelo mosquito são os que solicitam a ação.

“Ainda há campanhas publicitárias e mobilizações com a população”, exemplificou. Ainda de acordo com Lemos, no dia a dia, a SES-MG dispõe de ferramentas tecnológicas na internet, como as redes sociais (Facebook, Twitter e Orkut). Tudo para guerrear contra o mosquito transmissor.

O órgão também possui um site com mais informações sobre a doença. Nesse espaço, as pessoas interessadas em ajudar o governo estadual no combate ao Aedes aegypti , podem alistar-se para fazer parte do “batalhão”.      

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