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Ministra da Cultura quer dar ênfase à integração com ministérios e estatais

Ministra da Cultura quer dar ênfase à integração com ministérios e estatais

Atualizado: Quarta-feira, 22 Dezembro de 2010 as 2:35

A futura ministra da Cultura, Ana de Hollanda, enfatizou nesta quarta-feira (22) a necessidade buscar integração com outros ministérios e estatais, como o BNDES, para buscar a verbas e trabalhar pela inserção social através dos projetos e programas ligados à pasta. Em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro, Ana disse que vai buscar a aproximação e o diálogo com todos os segmentos da classe artística. Mas somente depois da posse.

"Ainda estou enrolada, tomando pé da situação. Fui sondada há cerca de dez dias, mas somente a dois recebi o convite. É claro que fiquei surpresa. Meu nome estava no meio de uma lista de 20 pessoas possíveis para ocupar o ministério", disse a paulista Ana, que desde 2003 vive no Rio e atualmente dirigia o Museu da Imagem e do Som (MIS).

"Vamos buscar a inclusão social através das várias áreas de ação do ministério. Vamos buscar o diálogo principalmente com a Educação e áreas sociais. O Ministério da Cultura não é um apêndice. Ele é integrado", disse.

Penúltima de sete filhos, Ana, que é irmã do compositor e cantor Chico Buarque, disse que o convite para integrar o ministério da presidente Dilma Rousseff foibaseado na expectativa do histórico de seu trabalho e na sua capacidade profissional.

Embora conheça muita gente da classe artística, a nova ministra pretende se inteirar da estrutura do ministério e dos problemas e projetos para cada segmento. Ela ainda não pensou em quem vai convidar para compor seu gabinete, mas disse que gostaria muito de contar com o ex-presidente da Funarte, Antônio Grassi, com quem trabalhou.

"Ele é um quadro maravilhoso, com uma capacidade de trabalho e uma liderança muito grande. Gostaria muito de tê-lo comigo. Minha equipe só teria a ganhar", disse Ana.

Ana de Holanda disse que não pretende interromper o trabalho semeado pelos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira, mas que vai imprimir um novo olhar sobre essa colheita. Segundo ela, um olhar voltado para a criatividade e a diversidade da cultura brasileira. A ministra afirmou que pretende viajar muito para se inteirar e interiorizar a cultura.

Quanto aos direitos autorais, ela disse saber que é uma questão bastante polêmica e que tem de ser revista de forma muito delicada e que vai rever o que pode ser melhorado. Ela pretende discutir com especialistas para que a lei seja modernizada e dê garantia aos autores. Ela disse que também vai estudar a condução da Lei Rouanet.

"Já fui bastante procurada pela classe artística e vou atender a todos. Pretendo iniciar o diálogo logo no início, mas depois da posse", afirmou.

"Pretendo ouvir todas as áreas para saber onde estão os incêndios e ver como resolvê-los. Mas antes preciso me inteirar dos assuntos do ministério e também cuidar da minha mudança para Brasília'', disse a ministra também que vai fazer de tudo para que o Plano Nacional de Cultura seja uma realidade e saia do papel.

Por: Alba Valéria Mendonça

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