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Ministro da Agricultura critica anistia a desmatadores

Ministro da Agricultura critica anistia a desmatadores

Atualizado: Sexta-feira, 17 Junho de 2011 as 3:49

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, criticou nesta sexta-feira (17) dispositivos do novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados e disse esperar que "arroubos" sejam corrigidos. O projeto agora será discutido e votado pelo Senado.

"Eu não aceito, como os verdadeiros produtores rurais brasileiros não aceitam, que o tratamento seja dado igual para quem desmatou com legalidade, com a lei da época, com aqueles que fazem do desmatamento um pecado capital que destrói sem nenhum respeito a floresta que queremos preservar", afirmou.

"Tenho certeza que o Congresso Nacional saberá corrigir os arroubos de um processo que foi equivocado. (...) Não se pode tratar o legal e o ilegal da mesma maneira. Quem o fizer está atendendo apenas os interesses dos ilegais", acrescentou.

A aprovação do Código Florestal gerou atrito entre PT e PMDB principalmente em relação à aprovação da emenda 164. Ela estabelece que a União deverá fixar regras gerais para áreas de preservação permanentes e que e os estados definiriam, de fato, o que poderá ser cultivado nas APPs.

O governo federal é contra a proposta porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas em APPs. Na visão dos governistas, a emenda 164, aprovada pelos deputados, pode abrir uma brecha para que os estados anistiem agricultores que já ocupam áreas de preservação.

"Tenho que dar meu testemunho. Se construiu, por orientação da presidente, o consenso do Código Florestal. E quero dizer que os avanços foram tantos que eu mesmo, que participei diretamente da composição não acreditava. (...) Nenhum de vocês, inclusive eu, acreditava que nós iríamos fazer a junção de APP com reserva legal. Se um acreditasse, estava sonhando. Isso só foi feito porque assim determinou a nossa presidenta. (...) Digo com muita responsabilidade, que foi a sua orientação (de Dilma) que permitiu os avanços que tivemos na discussão do Código Florestal. é a Dilma que fez isso", afagou.

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