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Ministro diz que Brasil se acostumou a ver o ambiente rural como lugar de atraso e de pobreza

Ministro diz que Brasil se acostumou a ver o ambiente rural como lugar de atraso e de pobreza

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 8:15

Ao participar da cerimônia de abertura do 2º Festival Nacional da Juventude Rural, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirmou hoje (27) que o país se acostumou a ver o ambiente rural como um lugar de atraso e de pobreza. Ele lembrou, entretanto, que somente o campo é capaz de garantir segurança alimentar no Brasil.

“Todos os países do mundo estão preocupados em resolver três agendas: segurança alimentar; mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável; e a construção de uma outra matriz energética. Tudo isso tem a ver com a construção de um [ambiente ] rural mais igual”, disse.

Durante o evento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, destacou que todas as conquistadas alcançadas no âmbito dos trabalhadores – rurais e urbanos – se deram por meio de mobilização. Ele cobrou maior participação da juventude rural na elaboração de políticas públicas e afirmou que vontade política nem sempre é suficiente.

“Transformação social não se faz sem o povo na rua. Os movimentos sociais têm um grande mérito nessas conquistas. A participação social na elaboração de políticas públicas tornou-se um método de governo”, avaliou o ministro. Segundo Dulci, políticas de saúde e educação para jovens, por exemplo, não existiam – estavam “diluídas” em políticas para o público em geral. “A juventude era invisível no Brasil”, concluiu.

O 2º Festival Nacional da Juventude Rural prossegue até sexta-feira (30) e deve reunir cerca de 5 mil jovens trabalhadores rurais de todo o país para discutir a questão rural. O evento é promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Os jovens vão debater políticas públicas de educação, saúde, reforma agrária, crédito agrícola e direitos humanos com representantes do governo federal, de universidades públicas e de organismos internacionais, além de organizações não governamentais. 

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