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Ministro pede apoio de prefeituras para mapear áreas de risco

Ministro pede apoio de prefeituras para mapear áreas de risco

Atualizado: Quinta-feira, 28 Julho de 2011 as 10:09

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio

Mercadante, durante o programa Bom Dia

Ministro (Foto: Antônio Cruz/ABr)

  O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, fez um apelo nesta quinta-feira (28) para que os prefeitos trabalhem em parceria com o governo para concluir o mapeamento das áreas de risco de desastres naturais. Segundo ele, esse levantamento geotécnico é a maior dificuldade para a criação do sistema de monitoramento e alerta de desastres.

“Não vai ser fácil fazer todo esse mapeamento. Esse levantamento sempre foi de responsabilidade dos estados e municípios e agora o governo federal está entrando para reforçar. Precisamos convencer o s prefeitos do Brasil para que olhem o mapeamento das áreas de risco para que a gente possa acelerar a aplicação do sistema”, afirmou.     Mercadante participou nesta quinta do programa “Bom Dia Ministro”, transmitido pela Empresa Brasileira de Comunicação (ECB) pela TV NBR e rádios de todo o Brasil.

Segundo Mercadante, o governo está trabalhando na captação de profissionais para acelerar o trabalho de implantação do sistema de alerta. Está prevista a contratação de 75 especialistas, por meio de concurso público, nas áreas meteorologia, geologia.

O governo já investiu cerca de R$ 25 milhões em equipamentos como um supercomputador e o centro de monitoramento deverá ser instalado no interior de São Paulo, em Cachoeiro Paulista, onde fica a sede do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) para aproveitar as informações dos satélites de previsões meteorológicas, dos radares que já estão em funcionamento.

“Estamos fazendo um sistema de alto nível para que possamos aprimorar a nossa capacidade de prevenção vamos ter de 2 a 6 horas para preparar um alerta”, disse o ministro.

Deslizamentos

De acordo com o ministro, outro desafio das ações de prevenção de desastres é a falta de um modelo matemático capaz de prever desmoronamentos, um dos principais problemas do Brasil.

“O que mais atinge a população são as enchentes e desmoronamentos. E os desmoronamentos são os que mais matam pessoas no Brasil. Nós esperamos ter o sistema, já alguns projetos pilotos implantados, para o próximo verão, no final do ano”, disse.

Inovação

Durante a entrevista a rádios de todo o Brasil, o ministro falou ainda sobre o programa Ciência Sem Fronteiras, lançado na terça-feira (26), que vai investir R$ 3,1 bilhões na oferta bolsas de estudo para brasileiros nas principais universidades do mundo.

Segundo Mercadante, a partir da próxima segunda-feira (1º), o site do programa, onde será possível encontrar detalhes sobre a seleção, editais e datas. A intenção é investir na inovação tecnológica no Brasil.

Os recursos federais vão custear 75 mil bolsas e parcerias com a iniciativa privada serão responsáveis por outras 25 mil. Segundo o ministro, a cada 50 formandos em graduação no Brasil, apenas 1 é de cursos de engenharia.

Para os alunos de graduação, segundo o ministro, o principal critério de seleção é a nota de Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), no qual o aluno interessado terá de alcançar no mínimo 600 pontos.

“Esse programa também vai motivar os jovens a estudar cada vez mais. Eles podem ter acesso ao ProUni (Programa Universidade para Todos), entrar numa boa universidade particular. Alunos se motivarão a fazer seu estágios no exterior”, disse o ministro.

Além de enviar talentos brasileiros para se formar no exterior, o programa prevê bolsas de captação de cientistas internacionais interessados em trabalhar no Brasil. O foco do programa é a área de exatas, principalmente as engenharias.

“Precisamos atrair essas lideranças científicas para dar um salto importante na área de tecnologia. Acreditamos que o Brasil é um país em desenvolvimento vai atrair muitos talentos em pesquisa e desenvolvimento”, disse Mercadante.

Mercadante também disse que o governo brasileiro estuda negociar com os Estados Unidos a simplificação do processo de vistos de trabalho para facilitar a entrada dos cientistas e estudantes brasileiros. Está em estudo também agilizar a concessão de visto de trabalho para cientistas de alto nível que vêem para o Brasil.

“Não podemos criar a mesma exigência. Mo mundo inteiro há uma distinção e no Brasil precisamos também criar essa distinção”, disse.

Desoneração

Perguntado pelos incentivos públicos para a fabricação de tablets, Mercadante reafirmou a intenção do governo de estender a desoneração de impostos anunciada para os tablets para toda a cadeia de produtos de tecnologia da informação.

Os incentivos incluem a redução de 31% em impostos federais e de 20% na fabricação de componentes. Com isso, segundo o ministro, o governo pretende estimular a indústria de semicondutores e telas de toque no Brasil.          

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