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Ministro teme colapso aéreo durante a Copa de 2014

Ministro teme colapso aéreo durante a Copa de 2014

Atualizado: Quarta-feira, 23 Dezembro de 2009 as 12

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta quarta-feira (23) que os aeroportos são o maior desafio de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o ministro, o cronograma apresentado pela Infraero [estatal que administra os aeroportos] é apertado e deve ser rigoroso para não causar um ''colapso'' durante a competição. Segundo Orlando Silva, o cronograma prevê a entrega de alguns terminais de passageiros em 2014.

''A Infraero terá de cumprir religiosamente o cronograma que ela apresentou sob pena de provocar um colapso na Copa de 2014''.

Segundo o ministro essa foi uma área que não evoluiu durante 2009 e afirmou que é o maior desafio do ministério para o próximo ano. Para o ministro, a preocupação se justifica já que o Brasil “não é a Alemanha”, onde, afirmou, as pessoas circulavam por todo o país de carro.

Durante a apresentação do balanço do ano, Orlando Silva anunciou para janeiro o acordo entre o Governo Federal e as cidades sedes da Copa de 2014 para o aperfeiçoamento da rede de transportes nessas cidades. Serão investidos R$ 13 bilhões em mobilidade urbana, sendo que R$ 8 bilhões serão de investimento federal e R$ 5 bilhões de investimento das cidades e Estados.

Também como preparação para a Copa, o ministro confirmou o investimento de R$ 4,8 bilhões na reforma de estádios. Os investimentos, financiados pelo BNDES, prevêem um máximo de gastos de R$ 400 milhões por estádio.

''É um custo de R$ 7.800 por assento e o restante do dinheiro será usado na estrutura externa. Queremos que estádios tenham selo verde, com o reaproveitamento de água e sistema de energia''.

Depois de reclamar do Orçamento aprovado nesta terça-feira pelo Congresso Nacional, que reduziu de R$ 800 milhões para R$ 8 milhões a verba do Ministério para investimento em infraestrutura, Orlando Silva se disse frustrado como o Senado Federal, que não votou em 2009 a lei do Executivo que prevê penas mais duras para quem pratica violência dentro dos estádios de futebol e também ajuda a combater a venda ilegal de ingressos.

O projeto prevê entre outros pontos que um torcedor que praticar atos de violência poderá pegar de um a dois anos de reclusão e multa. Caso o réu seja primário, a proposta é converter as penas de prisão em banimento dos estádios por um prazo de três meses a três anos. O projeto também classifica como crime o ato de revender ingressos por preço superior ao estampado no bilhete. Os cambistas poderão pegar de um a dois anos de prisão e ainda pagar multa.

Por Lais Lis

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