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Moradores do Bumba e outras áreas afetadas pela chuva fazem protesto

Moradores do Bumba e outras áreas afetadas pela chuva fazem protesto

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 5:17

Moradores do Morro do Bumba e de outras áreas atingidas pelos deslizamentos provocados pela chuva, em abril do ano passado, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, protestam na tarde desta quarta-feira (6), às vésperas do episódio, que deixou 47 mortos, completar um ano. Os manifestantes pedem o pagamento das parcelas atrasadas do aluguel social, além de moradias para os desabrigados.

O protesto começou por volta das 15 horas e os manifestantes ocupam três faixas da Rua da Conceição, uma das vias mais movimentadas do Centro de Niterói. Um trecho da Travessa Alberto Victor, que corta a via, foi fechado pela PM para evitar tumulto. Cinco carros do Batalhão de Choque da Polícia Militar, além de um ônibus e outros cinco carros do 12º BPM (Niterói) reforçam a segurança no local.  

A vendedora ambulante Célia Regina Alves Lopes, de 53 anos, diz que continua morando na casa interditada pela Defesa Civil em abril de 2010. Ela alega que não recebeu nenhuma parcela do aluguel social, benefício de R$ 400 para ajudar as vítimas da chuva. Sem ter onde morar, ela convive com o medo e a insegurança.

“A chuva levou o nosso quintal e duas casas vizinhas. Toda vez que chove, a gente sai de casa e fica em pé , debaixo da marquise de uma padaria, esperando a casa desabar. Não quero morar no abrigo cedido pela prefeitura. Todos que estão lá reclamam das péssimas condições de higiene. Aquilo lá é uma humilhação, uma fossa a céu aberto”, reclama a vendedora, que mora em uma favela no Cubango, bairro vizinho ao Morro do Bumba.     Com faixas e cartazes, Conceição Teixeira Alves, de 52 anos, pede um novo lar. Ela perdeu a casa de dois cômodos no bairro do Caramujo e diz que está morando de favor na casa de uma amiga, no bairro Vista Alegre, também em Niterói.

“Também não recebi o aluguel social, então não tenho como pagar aluguel. Estou trabalhando de babá, cuidando das filhas da dona da casa que estou morando, faço isso como uma forma de recompensa pelo canto que ela me deu”, argumenta Conceição.

Com o grito de guerra: “É mais um ano, é mais um dia, povo na rua gritando por moradia”, os manifestantes seguem em caminhada para a sede da prefeitura de Niterói, onde pretendem se encontrar com vereadores e o prefeito da cidade.      

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