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Moradores ficam desabrigados após incêndio em favela de SP

Moradores ficam desabrigados após incêndio em favela de SP

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 4:32

Bombeiros trabalhavam no rescaldo do incêndio no final da manhã desta quarta (Foto: Clara Velasco/G1)

Moradores da Favela Canto do Rio Verde, na Vila Andrade, na Zona Sul de São Paulo, que foi atingida na manhã desta quarta-feira (22) por um incêndio, aguardavam o atendimento emergencial da Prefeitura nesta tarde para receber cesta básica, colchões e kits de higiene. Muitos não conseguiram recuperar nada de suas casas quando o fogo se alastrou. “Quando vi as chamas, entreguei nas mãos de Jesus Cristo. Saí na mesma hora sem pegar nada”, disse o aposentado Zumerindo Alves Moreira, de 66 anos.     A dona de casa Gislaine Moreira do Santos, de 17 anos, vizinha e neta de Zumerindo, contou que também não conseguiu retirar os móveis, roupas e eletrodomésticos da sua casa. “Eu estava dormindo na hora que o fogo começou. Quando vi, peguei minha filha, algumas roupas dela e saí”, disse. Seu marido, o desempregado Weberton Conceição dos Santos, de 22 anos, conseguiu tirar o botijão de gás da casa e a televisão, mas, segundo ele, o aparelho foi roubado. “Nós perdemos cama, guarda-roupa, geladeira, roupa, mantimento. Mas pelo menos ninguém se feriu."

Gislaine, Zumerindo e Weberton tiveram suas

casas atingidas pelo fogo (Foto: Clara Velasco/G1)

  Além dos móveis, a vendedora de verduras Gizane da Silva, de 39 anos, disse também que perdeu a casa. “Eu vi que queimou bastante coisa minha. Não sei como está a casa, mas, pelo que olhei, acho que não dá para voltar mais."

Gizane também estava dormindo no momento em que o incêndio começou. “Consegui salvar os carros que uso para vender verduras, mas perdi o resto. Minha maior preocupação é o guarda-roupa, pois é lá que estão todos os documentos da minha família.” Segundo ela, seu desespero foi tanto que teve que tomar calmantes. “Agora estou melhorando pouco a pouco. Não tenho parente aqui perto para onde ir, mas eu me arranjo. A gente se vira, o que vale é estar com saúde”, disse.

Atendimento emergencial

Funcionários da Secretaria de Assistência Social estavam no local no início da tarde desta quarta para fazer o atendimento emergencial e o cadastramento dos moradores cujas casas foram atingidas pelo incêndio. De acordo com o subprefeito do Campo Limpo, Alexandre Comte, a prioridade no momento é fornecer artigos básicos de cesta básica para as famílias.

Quanto ao destino dos desabrigados, o subprefeito afirmou que as pessoas podem procurar casas de parentes ou mesmo ser encaminhadas para abrigos. “A longo prazo ainda é um pouco cedo pra falar, pois essa é uma área particular. Então o que estamos fazendo antes é o levantamento das vítimas”, disse.

Moradores aguardavam em fila pelo atendimento emergencial e

 cadastramento das vítimas do incêndio (Foto: Clara Velasco/G1)

  Incêndio

Segundo o coronel Carlos Antônio de Souza, que comandou o combate às chamas no local na manhã desta quarta, duas pessoas tiveram ferimentos leves. Uma delas queimou uma das mãos. A área consumida pelas chamas é de cerca de 2 mil metros quadrados.

Durante o incêndio, moradores chegaram a jogar baldes de água para combater o fogo. Um helicóptero Águia da Polícia Militar (PM) sobrevoou o local para ajudar os bombeiros a identificar os focos de incêndio. O capitão Jean, do Corpo de Bombeiros, disse à GloboNews que 25 barracos ficaram destruídos.        

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