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Moradores resistem a desocupação de área de risco na Zona Sul de SP

Moradores resistem a desocupação de área de risco na Zona Sul de SP

Atualizado: Sexta-feira, 21 Janeiro de 2011 as 12:53

Moradores da Favela do Tubo, no Jardim Maringá, na Zona Sul de São Paulo, resistem a uma tentativa de retirada das famílias na manhã desta sexta-feira (21). Segundo informações de um assessor da Prefeitura presente no local, a área foi apontada no relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) como uma área de risco R-4, com “nível elevado de inundação e solapamento”. A ação é considerada pela Prefeitura como um “processo de redução de riscos”. O relatório do IPT foi divulgado parcialmente no Fantástico do dia 16.

Os moradores se colocaram em frente a uma das casas e tentam impedir a passagem de uma retroescavadeira. O equipamento já iniciou a limpeza da rua, retirando o entulho de um terreno baldio. Segundo um representante dos moradores, no local há 150 casas e cerca de 80 seriam demolidas. Homens da Polícia Militar Ambiental e da Guarda Civil Metropolitana acompanham a operação.

Roberto Guedes, líder da Associação Instituto Internacional Interlagos, que representa os moradores, afirma ter sido informado pela Prefeitura nesta quinta-feira (20) sobre os planos de desocupação. Segundo ele, a Prefeitura teria dito que os moradores terão direito ao auxílio-aluguel, mas não foi informado quando seria feita a retirada das famílias.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou por meio de nota que a ação na Favela do Tubo tem como objetivo garantir a segurança da população. “Iniciou-se hoje [sexta-feira] a retirada das famílias que vivem em 84 barracos localizados em área de risco muito alto. As famílias serão cadastradas pela Secretaria de Habitação e encaminhadas provisoriamente para casas de amigos e parentes e para abrigos temporários. O pagamento do auxílio aluguel começa na próxima semana”, diz a nota. Ainda segundo o texto, mais de cem funcionários da Prefeitura atuam prestando esclarecimentos à população.

Por volta das 11h30, uma comissão de sete moradores se dirigiu para a Subprefeitura da Capela do Socorro. Eles querem, por escrito, garantias de que receberão o auxílio-aluguel.    

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