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Mortalidade infantil em SP cai 4,8 % em um ano, diz governo

Mortalidade infantil em SP cai 4,8 % em um ano, diz governo

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 1:02

A mortalidade infantil no estado de São Paulo caiu 4,8% em 2010 em relação aos dados de 2009, segundo anunciou o governo do estado nesta sexta-feira (26). O índice de mortes de crianças com menos de 1 ano a cada mil nascidas foi de 11,9 em 2010, contra 12,5 em 2009. A taxa é considerada o principal indicador de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera como meta para os países um valor abaixo de 10.

De acordo com o governo, foram 7,1 mil mortes entre 601,4 mil crianças nascidas vivas em São Paulo em 2010. Ainda de acordo com os dados divulgados nesta sexta, 301 dos 654 municípios do estado já têm a taxa de mortalidade infantil abaixo de 10, meta da OMS. O governador Geraldo Alckmin considerou satisfatória a queda. “Depois que chega na taxa de 20, ela cai mais devagar. Nós tivemos mais uma redução, agora chegando a 11,9 o número de mortos por mil nascidos vivos, é a menor taxa de mortalidade infantil do estado. Nos últimos anos vai caindo mais devagar porque o índice já é baixo”, afirmou.

Segundo o governador, a meta da administração é que o estado atinja a meta da OMS, com o índice menor que 10. Para isso, o governo pretende intensificar serviços nas áreas com maiores problemas. “Nós vamos fazer um mutirão na região sudoeste de São Paulo, Itapetininga, Itapeva, Avaré, que não tem o mesmo índice de desenvolvimento, fazer um grande esforço para redução”, afirmou.

Atualmente, as causas mais comuns da mortalidade infantil são as doenças perinatais e congênitas. “As perinatais muito e por causa da prematuridade, criança nascer antes da hora”, disse Alckmin.

Regiões e cidades

Das 17 regiões do estado, apenas uma apresentou aumento significativo de um ano para o outro – Piracicaba, onde o crescimento da mortalidade infantil foi de 16,8%. O índice subiu de 10,7 em 2009 para 12,5 em 2010, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. “As razões nós ainda não sabemos. Olhando dentro das cidades, nós podemos ver que há duas cidades onde houve uma elevação – Rio Claro e Piracicaba. E a nossa intenção é agora avaliar, entrar em contato com as cidades onde verificamos uma manutenção ou uma piora”, explicou Tânia Lago, coordenadora do programa Saúde da Mulher da secretaria.

Outras três regiões tiveram um crescimento bastante pequeno, que a secretaria considera como estável, e as outras 13 tiveram queda. A redução mais significativa foi as de Franca e da Baixada Santista – queda de 28,7% e 19,6%, respectivamente. Mesmo assim, a Baixada ainda tem o maior índice entre as regiões, de 15,1%. Já Franca tem atualmente taxa de 11,1 – menor que a média do estado.

Ainda na Baixada Santista estão duas cidades entre as seis com taxas mais altas em 2010 – Guarujá (19,2) e São Vicente (19,1).

A região com menor mortalidade infantil foi a de Barretos, com 8,1 mortes entre mil nascidos vivos. São José do Rio Preto foi a segunda - 9,6. Barretos também foi a cidade com menor índice de mortalidade infantil no estado – a taxa foi de 7,2 em 2010. Em seguida, está a cidade de São José do Rio Preto - 7,3.

Já as cidades com maior taxa no estado foram Avaré, com 21,8, e São Roque, com 20,8. “A primeira questão é pobreza, e os serviços de saúde são menos estruturados. É preciso investir nos serviços, mas é preciso também ter um esforço de desenvolvimento local”, disse Tânia sobre Avaré.          

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