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Mortes no trânsito têm alta de 25% em 9 anos; em 2010, 40 mil morreram

Mortes no trânsito têm alta de 25% em 9 anos; em 2010, 40 mil morreram

Atualizado: Sexta-feira, 4 Novembro de 2011 as 2:34

Um levantamento feito pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde , mostra que o Brasil registrou no ano passado 40.610 vítimas fatais no trânsito, um aumento de 24% em relação ao registrado nove anos antes, em 2002.

Entre as regiões do país, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).

“Os estados que conseguiram apertar a fiscalização e impedir que qualquer pessoa alcoolizada pudesse dirigir conseguiram reduzir os acidentes”, destacou o ministro Alexandre Padilha em entrevista ao G1 .

Do total de mortes no trânsito no ano passado, 25% delas foram ocasionadas por acidente de moto. Em nove anos, diz o ministério, a quantidade de mortes por motocicletas quase triplicou, alcançando 10.134 mortes no ano passado, ante os 3.744 mortes em 2002.

 “Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”, afirmou Padilha.

Os resultados do índice de acidentes com motos são preocupantes, segundo o ministério. Em nove anos, houve crescimento de 214% no número de mortes no Sudeste, 165% no Nordeste e 158% no Centro-Oeste.

Sudeste é a região mais alarmante, respondendo por 14.214 vítimas fatais em 2010. Depois aparece o Nordeste com 11.233 mortes, seguido pelo Sul, respondendo por 7.548 mortes, e Centro-Oeste, responsável por 4.275 mortes. O Norte é a região mais pacífica no trânsito, com 3.340 vítimas fatais.

O ministério ressaltou a importância de uma fiscalização mais eficaz da Lei Seca. De acordo com o ministro Padilha, houve uma redução de até 30% nas regiões que tiveram uma ação mais eficaz na fiscalização.

O ministério revela ainda que em 2010 foram gastos R$190 milhões em procedimentos de atendimentos causados por acidente de trânsito nas cerca de 145 mil internações.      

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