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Motoristas do transporte escolar fazem protesto nesta quinta

Motoristas do transporte escolar fazem protesto nesta quinta

Atualizado: Quinta-feira, 22 Agosto de 2013 as 6

transporte escolarPerueiros do Transporte Escolar Gratuito (TEG) de São Paulo, que fazem o deslocamento dos alunos da rede municipal, realizam um protesto na manhã desta quinta-feira (22). Por volta das 8h30, eles seguiam em carreata pelo Viaduto João Julião da Costa Aguiar. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendava aos motoristas evitarem a região central, tendo em vista o destino dos protestos: o prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá.
 
No Campo de Marte, na Zona Norte, os perueiros também realizaram uma outra concentração. Por volta das 8h30, eles já se aproximavam da sede da Prefeitura, de acordo com a CET.
 
O protesto é promovido pela Associação Regional de Transporte Escolar do Estado de São Paulo (Artesul) e pelo Sindicato dos Transportadores Escolares de São Paulo (Sinetes). Eles reivindicam um aumento na remuneração pelo transporte de cada criança transportada e o reequilíbrio dos contratos. A categoria afirma estar sem aumento há oito anos. Segundo eles, o serviço está sendo acordado através de contratos emergenciais e querem uma solução definitiva.
 
 Segundo Carlos Eduardo Monezi, da Artesul, os perueiros recebem menos de R$ 1 por dia por criança transportada. Ele afirma que as margens de lucro da categoria estão cada vez menores e cobra um novo reajuste, além do fim dos contratos emergenciais. Segundo Monezi, o protesto desta quinta-feira é um alerta.
 
Em maio, após o primeiro protesto da categoria, a Prefeitura de São  Paulo concedeu um reajuste médio de 15% aos perueiros. Em nota, a administração municipal informou nesta manhã que  trabalha numa nova proposta de reorganização do serviço a ser implantada a partir do inicio do próximo ano.
 
"Desde o início deste ano uma comissão formada  por representantes do setor e por técnicos das secretarias de Transporte e Educação vem trabalhando para aperfeiçoar a prestação desse importante serviço e garantir a necessária qualidade e segurança das 71 mil crianças que dependem desse tipo de transporte para frequentar as escolas", diz a nota.
 
Os perueiros querem uma nova reunião com o prefeito. Segundo Monezi, em maio, Haddad havia prometido um novo encontro com a categoria para voltar a discutir reajustes e contratos.
 

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