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Motoristas e cobradores de ônibus da Zona Leste de SP seguem em greve

Motoristas e cobradores de ônibus da Zona Leste de SP seguem em greve

Atualizado: Quinta-feira, 3 Fevereiro de 2011 as 8:14

Motoristas e cobradores de uma das garagens da Viação Himalaia, na Zona Leste de São Paulo, não saíram para trabalhar na madrugada desta quinta-feira (3) pela terceira manhã seguida. A greve foi iniciada na tarde de segunda-feira (31). Mais de 300 ônibus não estão circulando.

O problema atinge 26 linhas que ligam principalmente as regiões de São Mateus e Cidade Tiradentes ao Centro de São Paulo. A São Paulo Transportes (SPTrans) acionou a Operação Paese e colocou cem ônibus nas ruas para cobrir 11 linhas. A outra garagem da viação, que tem trólebus, funcionava normalmente nesta manhã.     Nesta quarta-feira (2), o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) chegou a informar por meio de um boletim que iria suspender a greve nesta quinta-feira após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ameaçar multar o sindicato. O TRT expediu um dissídio de greve determinando que os trabalhadores operassem 90% da frota no horário de pico e 60% nos demais horários. Caso desrespeitem a decisão, o sindicato poderá receber multa de R$ 100 mil por dia.

Por volta das 7h desta quinta-feira, motoristas e cobradores estavam reunidos em assembleia na garagem 2 da Viação Himalaia, em Sapopemba, Zona Leste.

Garantias

Os funcionários reivindicam o pagamento de direitos trabalhistas. Segundo eles, a Viação Himalaia foi comprada pela Viação Nova Horizonte, que pretendia incorporar os trabalhadores automaticamente, sem o pagamento da rescisão contratual. Eles querem uma garantia de que irão receber todos os direitos dos seis anos trabalhados.

Nesta terça-feira (1º), segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP Urbanuss), foi proposta a não alteração nos contratos de trabalho dos empregados da Viação Himalaia. Como haverá mudança na composição societária da empresa, os motoristas insatisfeitos poderão solicitar a rescisão contratual e o pagamento dos direitos trabalhistas relativos ao tempo trabalhado.

A Viação Himalaia se comprometeu em pagar as horas paradas mediante o retorno às atividades durante a tarde. Entretanto, os motoristas não voltaram ao trabalho.    

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