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Movimento por moradia popular ocupa prédio desativado em Curitiba

Movimento por moradia popular ocupa prédio desativado em Curitiba

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2011 as 4:01

Prédio desativado do INSS ocupado por manifestantes sem teto, no centro de Curitiba (Foto: Reprodução RPCTV)

  Um grupo de aproximadamente 50 pessoas ocupam um prédio que pertence ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro de Curitiba, na Rua Marechal Deodoro, nº 1.290, desde às 9h desta quinta-feira (19). O movimento coordenado pela União Nacional Por Moradia Popular (UNM) reivindica “a destinação de imóveis e terrenos públicos à moradia popular”, segundo o coordenador financeiro da UNM em Curitiba, Rolland Rutyna.

O dia 19 de maio foi adotado pelo movimento como dia nacional de luta pela moradia popular e manifestações públicas estão sendo coordenadas, nesta quinta, em vários estados do país. De acordo com Rutyna, um grupo representante da UNM está em Brasília para negociar com o governo federal que imóveis desativados cumpram uma “função social”.

“Vamos aguardar o tempo que for necessário [no edifício ocupado em Curitiba]. O movimento tinha hora para começar, mas não para acabar. A saída não foi marcada. Vamos ficar aqui até receber uma posição de Brasília”, disse o coordenador.

Há dois anos atrás, um outro prédio público em Curitiba, na Rua José Loureiro, foi ocupado pela UNM e, durante um dia, os manifestantes reivindicaram no local a destinação do imóvel para moradia popular. O edifício foi desapropriado, mas o movimento ainda aguarda um processo de licitação para a reforma, o que impede a ocupação definitiva do local.

Um dia, foi desapropriado um outro prédio, na José Loureiro, e foi destinado para moradias popular. Faz dois anos, mas a burocracia não deixou avançar. Optamos por não nos manifestar-mos lá para não criar constrangimento.

Outros estados

Em Santo André (SP), a União Nacional Por Moradia Popular faz uma "vigília" em um terreno vazio de propriedade do INSS, que fica na Rua Antônio Cubas, na Vila Guiomar. "Estamos em vigília, uma ocupação pacífica, com faixas e cerca de 20 pessoas. Queremos que este terreno, que já foi vistoriado pelos pelos técnicos SPU (Secretaria do Patrimônio da União) e está apto para receber moradias, seja liberado para o 'Minha casa, Minha vida' [projeto do governo federal]", disse o coordenador da executiva da UNM em São Paulo, Gilmar Barbosa.

A Avenida Pintor Agenor de Albuquerque, no centro de Recife (PE), foi bloqueada durante duas horas por, aproximadamente, 120 manifestantes da UNM. "Como faz dez anos que esperamos que a Caixa Econômica Federal finalize a contratação de projetos habitacionais em um terreno ocupado em que as famílias vivem em  barracas de lonas plásticas, fizemos um grande bolo em protesto a esta demora. No começo foi tumulto com a polícia e o trânsito ficou bastante congestionado", explicou Lidia Brunes, coordenadora estadual da União Nacional por Moradia Popular no Recife.        

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