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MP afirma que falta d?água em Embu-Guaçu dura mais de três anos

MP afirma que falta d?água em Embu-Guaçu dura mais de três anos

Atualizado: Quinta-feira, 3 Fevereiro de 2011 as 3:13

O Ministério Público diz que o problema da falta d’água em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, é antigo e ocorre há pelo menos três anos e meio. Nesta semana, a Promotoria entrou com uma ação civil pública exigindo providências da prefeitura da cidade e da Sabesp. Na quarta (2), a Justiça determinou que o abastecimento seja normalizado em toda a cidade no prazo de três dias.

Depois da notificação, alguns bairros já estão recebendo água. De acordo com a promotora Maria Gabriela Manssur, caso continue faltando água, a Sabesp terá que pagar multa diária de R$ 50 mil por bairro afetado, uma medida extrema depois de muitas tentativas de resolver o problema. “Para o Ministério Público, a prestação desse serviço essencial e contínuo foi insatisfatório”, diz a promotora.

A água que abastece a cidade sai da Represa do Alto Cotia. A tubulação passa pelos municípios de Embu e Itapecerica da Serra. Segundo a Sabesp, quando há algum problema na rede das cidades vizinhas, quem sofre as consequências são os moradores de Embu-Guaçu.

A prefeitura da cidade e a Sabesp fizeram uma reunião para discutir o problema de falta d’água. Uma das decisões é que a população irá acompanhar de perto o andamento da solução dos problemas. Será formada uma comissão que irá fiscalizar se tudo está sendo feito dos prazos.

De acordo com Roberval Tavares de Souza, superintendente da Sabesp, os problemas surgiram porque há um déficit de abastecimento. “Em Embu-Guaçu temos um déficit de abastecimento de 32 litros de água por segundo. Isso devido ao crescimento desordenado da região metropolitana de São Paulo, especialmente na Bacia do Guarapiranga. Várias áreas invadidas acabam tirando água do sistema, sem autorização da Sabesp, o que acaba impactando no município.”

“No mês de janeiro aconteceu uma coisa bastante atípica. As constantes chuvas geraram queda de energia na estação de tratamento e o mau atendimento da Eletropaulo, que não cumpriu os prazos de restabelecimento de energia. Isso potencializou o problema no município”, afirma Souza.

O prefeito de Embu-Guaçu, Clodoaldo Leite da Silva, diz que faltou planejamento. “Desde que assumi o mandato, nós temos procurado a Sabesp constantemente. Até mesmo com a presidência da empresa nós tivemos reunião. Só que faltou planejamento e consideração com a população de Embu-Guaçu por parte da Sabesp.”

Sobre a tarifa de água ficou decidido que será cobrado o valor mínimo. “Nós decidimos junto com a Sabesp que a tarifa de água do mês de janeiro será paga uma tarifa mínima de R$ 4,81 por toda população”, afirma o prefeito.    

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