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MP assina acordo com jovens que criaram 'rodeio das gordas' da Unesp

MP assina acordo com jovens que criaram 'rodeio das gordas' da Unesp

Atualizado: Quinta-feira, 1 Setembro de 2011 as 1:04

Dois jovens envolvidos com a criação e difusão do chamado “rodeio das gordas”, no qual outros rapazes eram incentivados agarrar e montar em alunas obesas durante jogos entre alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em outubro do ano passado, assinaram um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. No documento, com data desta quarta-feira (31), os dois se comprometeram a doar 20 salários mínimos cada para três instituições que combatem a dependência química e a violência de gênero.

  O TAC foi assinado pelos promotores Noemi Corrêa, de Araraquara, e Luís Fernando Rocha, de Assis, ambas cidades no interior de São Paulo. A promotora Noemi instaurou um inquérito civil no ano passado para apurar o caso, e concluiu que os jovens praticaram violência contra a mulher, com infração da Lei Maria da Penha.

Durante o “rodeio das gordas”, alunas foram expostas a situação vexatória. Elas foram agredidas e humilhadas entre os dias 9 e 12 de outubro no Interunesp. Segundo relatos, no "rodeio das gordas", alunos se aproximavam das garotas fazendo perguntas, como se fossem paquerá-las. Depois, agarravam as garotas, de preferência obesas, e tentavam ficar sobre elas o máximo de tempo possível, como se estivessem em um rodeio. Ao menos 50 estudantes participaram do "jogo".

Após o fim dos jogos, foi criada a comunidade “Rodeio de Gorda Araraquara 2010” na página de relacionamentos Orkut. O Ministério Público identificou três jovens com envolvimento na página – um que teria criado a comunidade e outros dois que incentivaram a prática. Um dos jovens suspeitos de participar do incentivo não assinou o TAC. A promotoria informou que irá ingressar com uma ação civil pública contra ele nos próximos dias.

O pagamento dos valores acertados pelos jovens com o Ministério Público será feito a partir de setembro. Os jovens também se comprometeram a não incentivar práticas de cunho discriminatório, preconceituoso ou violento. Caso haja descumprimento do termo há uma multa prevista de R$ 30 mil.          

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