MP de São Paulo quer investigar doações para campanhas eleitorais

MP de São Paulo quer investigar doações para campanhas eleitorais

Atualizado: Quarta-feira, 12 Janeiro de 2011 as 9:40

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), que está apurando as doações da campanha de Geraldo Alckmin, também entrou com ações para investigar possíveis doações ilegais para outros políticos do estado. A principal falha apontada pelo órgão são doações irregulares feitas pela empresa UTC Engenharia e pela Associação da Industria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

Segundo a PRE-SP, a UTC Engenharia não podeira ter feito doações porque é concessionária de serviço público – setor proibido de doar para campanhas eleitorais. A UTC tem contratos com a Petrobras em quatro estados. Já a Interfarma é considerada entidade de classe e também não pode doar, segundo a legislação eleitoral.

Uma das representações pede apuração nas contas do senador eleito Aloysio Nunes (PSDB) e seus suplentes por terem recebido R$ 300 mil da UTC Engenharia e R$ 100 mil da Interfarma. O ex-líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza, também terá suas contas investigadas por ter recebido R$ 200 mil da UTC Engenharia e R$ 150 mil da Interfarma.

As contas da campanha do tesoureiro do PT na campanha de Dilma Rousseff, deputado federal José de Filippi Junior, serão apuradas pelo fato de ele ter recebido R$ 150 mil da UTC Engenharia. Filippi também recebeu R$ 3 mil do Centro Cultural Okinawa do Brasil, considerado uma entidade esportiva, setor que também é proibido de doar para campanhas.

Uma doação de R$ 100 mil da UTC Engenharia foi responsável pela investigação das contas de campanha do vice-presidente do Diretório Nacional do PT, Rui Falcão, eleito deputado federal por São Paulo.

Outros políticos que terão as contas investigadas pela PRE-SP por motivos diversos são os deputados federais eleitos Carlos Alberto Rolim Zarattini e Janete Pietá (PT), Guilherme Campos Junior (DEM), Nelson Marquezelli (PTB), Aline Corrêa (PP); os suplentes de deputado federal Ocimar Donizeti Leo Oliveira (PMDB), Daniel Caldeira Mateus (PSL), Julio Theodoro (PP), Sérgio Nechar (PP), Walter Feldman (PSDB), Eleuses de Paiva (DEM); e suplente de deputado estadual Geraldo Vinholi (PSDB).

A PRE-SP afirma, em nota, que o mero ajuizamento das ações não implica em juízo de responsabilização direta de quaisquer dos candidatos, "mas apenas a deflagração do procedimento legalmente previsto para a apuração dos fatos, permitindo a colheita de provas e a defesa dos candidatos eleitos". Caso a doação ilegal fique comprovada, os políticos podem perder os cargos.

Por: Débora Zampier

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