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MP inicia ação para remover famílias em áreas de risco

MP inicia ação para remover famílias em áreas de risco

Atualizado: Terça-feira, 18 Janeiro de 2011 as 9:04

A Defesa Civil do Município de Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, e o Ministério Público estão organizando uma ação civil pública que dará início nesta terça-feira (18) à remoção das famílias que estão em risco iminente, nas áreas de grau 4, ou seja, de risco máximo, em 18 bairros do município. Ao todo, 52 famílias serão retiradas de regiões onde ainda há possibilidade de novos deslizamentos e onde há domínio do tráfico de drogas. De acordo com o promotor Vinícius Cavaleiro, coordenador das promotorias das tutelas coletivas do Estado do Rio de Janeiro, o objetivo da ação é verificar, interditar e retirar mais de 1.200 pessoas destas áreas.

- Há casas destruídas parcialmente, casas à beira do abismo. Então esta é nossa prioridade dentro de um projeto de locação viável tanto em termos de transporte, quanto de local disponibilizado para as pessoas ficarem. Ainda segundo o promotor, se houver resistência da população, a retirada será imediata. - Se alguém resistir, a retirada será imediata. Vamos batalhar pela decisão judicial. Teremos um promotor de plantão no Poder Judiciário. Este promotor vai estar com o juiz e vai dar entrada do pedido para a retirada imediata.

A Defesa Civil separou o Sesi para abrigar cerca de 600 pessoas e a fábrica da Ypu para guardar seus pertences.  Esta semana 720 barracas vão chegar à cidade. As autoridades ainda estão estudando um lugar para o acampamento. De acordo com o subsecretário da Defesa Civil Municipal, o tenente-coronel bombeiro Roberto Robadey, 250 casas já foram interditadas. As casas que serão demolidas, segundo o subsecretário, ainda serão vistoriadas.

Tragédia das chuvas O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

  No final da noite de sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.

Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.

Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado. - Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.      

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