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MP recebe inquérito sobre agressão a cadeirante no interior de SP

MP recebe inquérito sobre agressão a cadeirante no interior de SP

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 2:55

O Ministério Público de São Paulo recebeu nesta quarta-feira (26) o inquérito da Corregedoria da Polícia Civil sobre a agressão ao cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini, de 35 anos, ocorrida no último dia 17 de janeiro, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A briga com o delegado Damásio Marino começou por causa de uma vaga exclusiva para deficientes físicos.

O promotor Flávio Boechat Albernaz, da 5ª Promotoria de Justiça, que ainda vai analisar o material elaborado pela Corregedoria da Polícia Civil, ainda não se pronunciou sobre o caso. Detalhes do inquérito não foram divulgados.    Morandini, que é advogado, disse ter sido agredido após ter ido conversar com o delegado Marino, do 6º Distrito Policial de São José, que estacionou em uma vaga especial, próximo a um cartório da cidade.

As versões do delegado e do cadeirante, porém, diferem em relação à agressão que se seguiu. O cadeirante disse que foi insultado, recebeu uma coronhada na cabeça e teve o rosto atingido pela ponta da arma do delegado. O delegado nega ter sacado a pistola. “Ele deu dois tapas no rosto dele. Apenas reagiu a uma cusparada”, afirmou, no último dia 20, o advogado de defesa de Damásio Marino, Luiz Antonio Lourenço da Silva. Questionado sobre o fato de o policial ter estacionado em uma vaga exclusiva, o defensor afirmou que a noiva de Marino, grávida de 4 meses, não se sentia bem.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o deficiente teve ferimentos na cabeça, olhos e lábio superior, causados por um “objeto contundente”. Com base no laudo, nas provas e testemunhas, o "objeto contundente" pode ser entendido como a arma do policial. A defesa do delegado afirmou que o termo “objeto contundente” é vago e que não há como afirmar que seja uma arma.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), Marino pode responder por lesão corporal dolosa. Ele foi afastado das suas funções.

O advogado do delegado vai solicitar que todos os procedimentos relativos a esse caso sejam transferidos da Corregedoria da Polícia Civil de São José dos Campos para a da capital.    

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