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Mulher que denunciou PMs desiste de pedir proteção à testemunha

Mulher que denunciou PMs desiste de pedir proteção à testemunha

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2011 as 3:43

A mulher que testemunhou uma execução cometida por policiais militares em 12 de março em cemitério de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, descartou oficialmente na segunda-feira (11) entrar no Programa de Proteção às Testemunhas, chamado Provita, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, vinculada ao Ministério da Justiça.

Segundo informou nesta quarta-feira (13) a assessoria de imprensa da Secretaria da Justiça, a testemunha chave do crime se reuniu com o Ministério Público e um representante do programa de proteção, mas recusou participar do Provita alegando que se sente segura apenas com a escolta da Polícia Militar.

A própria Promotoria e o comando da PM haviam sugerido à testemunha a sua inclusão no programa alegando que a mulher se sentia ameaçada pelos policiais após ter feito a denúncia contra eles.   De acordo com a pasta da Justiça, a inclusão dela no programa poderá ser feita a qualquer momento, bastando ela demonstrar interesse. O Provita é encarado como radical por quem adere a ele porque obriga a testemunha a perder contato com alguns familiares, mudar de estado, emprego e até identidade por um período.

A testemunha tem 42 anos, é casada, tem três filhos e trabalha como professora da rede estadual. A mulher visitava o túmulo do pai quando viu os dois policiais atirando em Dileone Lacerda de Aquino, de 27 anos. Ela ligou para o telefone 190, da PM, para fazer a denúncia. Depois, ainda confrontou os policiais.

O policial tentou se justificar, dizendo que estava socorrendo o rapaz. Momentos antes, Dileone teria furtado uma van, sendo seguido pela polícia e baleado na perna. Ele foi então levado pelos policiais ao cemitério, onde foi executado.

Após o ocorrido, em março, ela passou a contar com a proteção da polícia. “Desde aquele momento a policia tem dado suporte para mim, tem dado apoio”, contou a mulher em entrevista por telefone ao Fantástico exibida no último domingo (10). Os dois policiais foram presos em flagrante logo depois do crime. Eles responderão por homicídio e devem serão expulsos da PM.      

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