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Mulher que denunciou skinhead diz que era obrigada a usar drogas

Mulher que denunciou skinhead diz que era obrigada a usar drogas

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 8:22

A mulher que denunciou o skinhead preso na tarde deste domingo (29) na Zona Oeste de São Paulo disse que era obrigada a se drogar e que só podia deixar a casa onde vivia quando o namorado deixava. De acordo com a Polícia Militar, ela denunciou o companheiro após ser ameaçada de morte. Ele é suspeito de fazer parte de grupos de intolerância.

A jovem também contou que era dopada para manter relações sexuais com o suspeito, e que ele usava seu nome para fazer negócios e realizar compras. “Ele estava mantendo ela em cárcere privado, ele não queria que ela tivesse contato comigo, com meu irmão, com amigos, com a família, com ninguém”, contou a mãe da jovem, que não quis se identificar.

O homem foi localizado em uma rua próxima à Rua Cardeal Arcoverde. Na casa do suspeito, foram apreendidas uma pistola, várias armas brancas, como um soco inglês e adagas, pedras de crack e uma máquina de choque.

  Também foram localizados livros que pregam a intolerância e que fazem apologia ao crime, uma bomba caseira e um manual de produção de explosivos.

Ele já tem passagem pela polícia. Em 2000, foi acusado de participar da morte de um adestrador de cães, espancado por um grupo skinhead na Praça da República após passear de mãos dadas com o companheiro. Durante o julgamento, ele não foi reconhecido pelas testemunhas e acabou solto.          

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