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Musa da música clássica, Katherine Jenkins mistura ópera e pop em SP

Musa da música clássica, Katherine Jenkins mistura ópera e pop em SP

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 1:30

Katherine Jenkins, 31 anos, mistura ópera e pop em versões de hits como "No woman, no cry", de Bob Marley, e "Bring me to life", do grupo de new metal Evanescence. O repertório já chamaria atenção por si só, mas vem em embalagem que faz valer o título de "musa da música clássica".

"É ótima a parte do glamour, mas a voz vem primeiro", garante em entrevista por telefone ao G1, antes de cantar no Teatro Abril, em SP, nesta terça-feira (19). "No começo da carreira, sempre me perguntavam sobre minha aparência. Sou uma menininha, gosto do glamour, mas tento focar na música. Uso maquiagem, cuido do cabelo, me arrumo, mas é só uma pequena parte do que faço."

Esta é a terceira vez da galesa no Brasil, mas a primeira para show. "Vou cantar clássico, versões de canções pop, coisas da Broadway", adianta Katherine, que começou cantando em igrejas aos quatro anos. Quando completou 14, uma professora a ouviu e a levou para a música clássica. Depois, estudou no Royal Academy of Music, prestigiado conservatório londrino.

Para ela, a inclusão de canções conhecidas de artistas como Queen e Seal ajuda a conquistar fãs avessos ao universo da música erudita. "Encorajo novos ouvintes. Se as pessoas já conhecem a canção e ouvem em uma versão diferente, o interesse aumenta. Tem gente que fica intimidada pela música clássica. Mas é um estilo que deveria ser para todos."

No front do pop clássico, Katherine também estrela o reality show britânico "Popstar to operastar", no qual ensina a turma do pop a se aventurar por óperas. Já tentaram a sorte Danny Jones (vocalista do McFly), Alex James, (baixista do Blur) e Andy Bell (Erasure). "É muito difícil. Eles sabem cantar mais do que pensam que sabem. Às vezes, são exigidos demais", opina. O programa mostrou que uma pussycat doll pode partir para o erudito. "Melody [Thornton, ex-Pussycat Dolls] foi bem. Ela progrediu. Deveria continuar estudando."

Na hora de elencar os embaixadores das óperas nas paradas de sucesso, cita Andrea Bocelli e os três tenores Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. Mas e se pudesse escolher alguém do pop atual para aulinhas de canto lírico? "Gostaria de trabalhar com a Adele. Ela tem uma voz poderosa e linda, cheia de emoção", responde. Amy Winehouse, da qual diz ser fã, teria que esperar pelas lições. "Ela precisa se recuperar. É triste. Ela é tão talentosa."

Mesmo que pareça uma boa moça, Katherine já foi chamada de garota problema por tabloides britânicos. Ela assumiu ter experimentado drogas quando era adolescente. "Eles [os jornais] exageram um pouco", despista, nitidamente constrangida.

Katherine Jenkins em SP

Quando: 19 de julho, às 21h30

Onde: Teatro Abril - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista

Ingressos: R$ 400 (plateia vip), R$ 380 (plateia A), R$ 350 (plateia B) e R$ 200 (balcão)

fonte: G1

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