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Na capital paulista, punks pegam 18 e 16 anos de prisão por matar garçom

Na capital paulista, punks pegam 18 e 16 anos de prisão por matar garçom

Atualizado: Sexta-feira, 15 Janeiro de 2010 as 12

Terminou na madrugada desta quinta-feira, 15 de janeiro, o julgamento dos três homens acusados do assassinato do garçom John Cleyton Moreira Batista, de 19 anos, no bairro dos Jardins, na capital paulista, em junho de 2007. Um deles foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão; outros dois a 16 anos e 4 meses de prisão.

O julgamento começou na quarta-feira, dia 13. Na quinta-feira, dia 14, a audiência começou às 10h. Segundo o processo, os dois homens integravam um grupo de punks que matou o garçom. Ele foi esfaqueado na calçada de um bar, na esquina da Alameda Lorena com a Rua da Consolação.

O grupo começou uma briga porque o garçom não tinha um isqueiro para emprestar. Outras sete pessoas ficaram feridas.

O debate entre acusação e defesa levou quase 14h. Já era 2h quando o juiz Daniel Luiz Maia Santos leu a sentença. Para convencer os jurados de que os jovens eram culpados, a promotoria usou como principal argumento o de que os acusados poderiam matar qualquer pessoa quando armados com facas e tacos de beisebol. No caso, a vítima foi o garçom.

Tanto a acusação quanto a defesa anunciaram que vão recorrer da decisão. "Diante de uma vida que se vai, não é pena suficiente para reprimir e prevenir o crime. Eu imaginava uma pena em torno dos 24 anos para cada um dos réus, e eu recorrerei sim", disse o promotor Maurício Antônio Lopes.

"Com certeza nós ingressaremos com apelação, porque pretendemos anular esse julgamento, houve uma condenação injusta, em razao da ausência, da insuficiência de provas", afirmou o advogado dos condenados, Carlos Barbará.

Os outros dois acusados de participação no crime serão julgados em março.

Para a mãe do garçom, Marli Moreira de Souza, a justiça foi feita. "O que eu temia é que não iria haver justiça, por o meu filho ser humilde. Mas agora eu sei que não ficou por isso mesmo", afirmou.

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