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Na delegacia cercada por multidão, Luciene nega ter matado Lavínia

Na delegacia cercada por multidão, Luciene nega ter matado Lavínia

Atualizado: Quarta-feira, 2 Março de 2011 as 4:18

Luciene Reis Santana, suspeita de matar a menina Lavínia, de seis anos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nega que tenha assassinado a garota. Na delegacia de Campos Elíseos (60ª DP), onde ela prestou depoimento, ela tenta esconder o rosto da imprensa. Uma multidão se aglomera do lado de fora da delegacia e gritam ameaças contra a suspeita. A polícia cerca a unidade para evitar invasão.

- Não fui eu, não fui eu.

A amante do pai da menina, Rony dos Santos, tem 24 anos e três filhos. Sua mãe, Neide Reis, diz que Luciene tem alterações de humor e que, na adolescência, foi levada por ela várias vezes ao Conselho Tutelar por causa de furtos.

- Não acredito que ela teve coragem de fazer isso com a filha do Rony porque ela tem três filhos.

Segundo Neide, que estava muito nervosa e chorando na delegacia, a filha e Santos se conheceram há três anos.

Hotel

A menina Lavínia foi encontrada morta nesta quarta-feira (3) em um quarto de hotel em Duque de Caxias. Para o delegado que investiga o caso, Robson da Costa, Lavínia foi morta por Luciene porque queria extorquir R$ 2.000 do pai da menina.

De acordo com o delegado, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota. Com esse argumento, a polícia montou uma estratégia para pegá-la. Santos, com ajuda da polícia, marcou um encontro dizendo que daria o dinheiro a ela. Luciene foi ao encontro e foi levada para interrogatório na delegacia, onde permanece na tarde desta quarta. Segundo o delegado, ela nega o crime.

Costa diz que quando a polícia chegou ao quarto do motel, havia um cheiro forte no quarto. Pelo odor, o delegado diz acreditar que a menina tenha sido morta na própria segunda-feira (28), dia em que ela foi sequestrada.

- Acredito que a Luciene tenha conseguido convencer a menina a sair de casa sem necessidade de força.

O delegado diz que uma testemunha afirmou que viu Luciene perto da casa de Lavínia.

As funcionárias do hotel viram as imagens de Luciene na televisão e chamaram a polícia, pois reconheceram a amante do pai da criança. Elas viram a mulher no hotel. O delegado disse que o corpo de Lavínia estava de bruços e com uma toalha no rosto.

A menina desapareceu dentro de casa, em Caxias, na manhã de segunda-feira. Luciene já era apontada como principal suspeita. De acordo com Santos, ela teria feito ameaças.    

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