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Não dá para tratar a USP como a Cracolândia e vice-versa, diz Haddad

Não dá para tratar a USP como a Cracolândia e vice-versa, diz Haddad

Atualizado: Terça-feira, 8 Novembro de 2011 as 1:15

O ministro Fernando Haddad (à dir.) com o secretário

estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson

Aparecido; Haddad visitou o Complexo Hospitalar do

Juquery (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (8) que é contra a ocupação de reitorias e prédios de universidades públicas como forma de protesto dos estudantes, como aconteceu na Universidade de São Paulo (USP), mas que a relação da Polícia Militar com a universidade "precisa ser bem pensada".

"Não se pode tratar o campus da USP como se fosse uma ‘Cracolândia’ e não se pode tratar a ‘Cracolândia’ como se fosse um campus da USP”, afirmou o ministro. Cracolândia é uma área na região central de São Paulo com alto índice de consumo e tráfico de drogas. "Temos de compreender que, em se tratando de um câmpus universitário, ter todo o cuidado na interação com a comunidade universitária, com alunos, professores ou funcionários." Em visita ao Complexo Hospitalar Juquery, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Haddad classificou protestos como os da USP como “ações de minorias que tentam criar um fato político e não produz resultado em lugar nenhum”. "Este expediente de invadir reitoria, além de autoritário, é ineficaz. É uma minoria que cria um fato político sem produzir o efeito desejado."

Outras invasões

Haddad disse ainda que invasão de reitoria não acontece só na USP. Ele destacou que outras invasões em universidades públicas foram registradas este ano. Atualmente, a reitoria da Universidade Federal de Rondônia está ocupada por estudantes em greve há mais de dois meses. Eles exigem a saída do reitor e melhorias na infraestrutura da universidade.

"A Unir é um caso isolado dentro do programa do MEC de expansão das universidades públicas”, disse Haddad. “Houve um atraso das empresas contratadas que o MEC está tentando resolver com a reitoria.” Segundo o ministro, um grupo que é contra a reitoria está fazendo este protesto.

O ministro da Educação visitou nesta terça-feira o Complexo Hospitalar do Juquery na companhia do reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Walter Manna Albertoni. Eles analisam, secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, junto com o governo do estado de São Paulo, a possibilidade de transformar o antigo hospital psiquiátrico em um campus da Unifesp.

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