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'Não desejava o encargo, dele não pude fugir', diz Sarney em discurso

'Não desejava o encargo, dele não pude fugir', diz Sarney em discurso

Atualizado: Terça-feira, 1 Fevereiro de 2011 as 2:34

Em seu primeiro discurso como presidente reeleito do Senado nesta terça-feira (1), o senador José Sarney (PMDB-AP), relembrou sua trajetória política no Congresso, iniciada em 1955 como deputado federal, e chegou a se emocionar: “Aqui passei minha vida, desde 1955, quando entrei para a Câmara dos Deputados.”

Eleito para o quarto mandato no Senado, Sarney afirmou fazer um “sacrifício pessoal” ao assumir o comando da Casa e admitiu que não desejava “o encargo, mas dele não pode fugir”: “Não desejava o encargo, dele não pude fugir, tendo na carne o alto preço do exercício dessas funções. Tenho visão desse compromisso com as instituições.”

Na eleição na tarde desta terça (1), o peemedebista recebeu 70 votos contra 8 do concorrente Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Houve ainda dois votos em branco e um nulo. Votaram todos os 81 senadores.

Sarney disse ainda que "os próprios corredores do Senado” o conhecem e sabem quando ele passa. Como faz em diferentes discursos, ele lembrou realizações no comando da Casa como a criação do Prodasen, a Secretaria Especial de Informática do Senado. "Não tenho os olhos voltados para o passado”.

Ele prometeu ainda levar o sinal da TV Senado para todos os estados brasileiros: “Já estamos em dez estados e logo estaremos em todos os estados”, disse o presidente reeleito.

Sarney prometeu criar no Senado uma comissão para tratar das catástrofes naturais no país e também falou dos planos de votar a reforma política e uma nova regulamentação para as medidas provisórias. O peemedebista lembrou o “rito parlamentar” e reconheceu que o parlamento nem sempre é rápido nas ações.

“A reforma política e eleitoral, o marco legislativo do pré-sal e o grave problema das medidas provisórias. O processo parlamentar tem seu rito que pode muitas vezes parecer lento. É da essência do processo parlamentar o amadurecimento das ideias”, disse.

O peemedebista também elogiou os servidores públicos do Senado dizendo que, na Casa, há um “funcionalismo da mais alta qualidade”: “Hoje, temos que ter cuidado pela quantidade de recrutamento dos outros poderes de pessoal qualificado do Senado.”

O senador eleito pelo Amapá agradeceu aos senadores pelos 70 votos, avisou que irá cumprir o seu “último mandato” e ainda pregou união e tratamento igualitário entre os senadores: “Quero o apoio de todos. Suas sugestões, suas propostas. Vou convocar a todos para trabalhos específicos sem nenhuma discriminação.”    

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