Não penso em abandonar o esporte, diz a apresentadora Glenda Kozlowski

Não penso em abandonar o esporte, diz a apresentadora Glenda Kozlowski

Atualizado: Quinta-feira, 26 Agosto de 2010 as 9:21

Há 14 anos no universo esportivo da "Globo", a jornalista Glenda Kozlowski estreia no dia 2 de setembro à frente do "Hipertensão". O reality show reunirá 16 participantes que serão submetidos a provas radicais e de convivência, gravadas na Argentina. No programa de entretenimento, a apresentadora experimentará o que chamou de "uma nova aventura", mas garante que não abandonou o esporte. De Buenos Aires. Você trabalha com esportes há 14 anos. Como está encarando essa mudança de área?

Glenda Kozlowski - Encaro como aprendizado e experiência. É um leque novo de opções que se abre, uma oportunidade nova. Estou achando muito bacana poder viver isso. No esporte, minha postura é de repórter. Eu não interfiro na ação, só conto a notícia. Já num programa de entretenimento, a linguagem é diferente e o público vai poder conhecer um pouquinho mais do meu jeito, pois eu estarei ali me envolvendo com os acontecimentos. Essa mudança foi uma escolha sua? Sentiu necessidade de novos ares?

Não foi uma escolha minha, foi uma oportunidade que o Boninho me ofereceu. Que a equipe dele me apresentou. Até porque eu não penso em abandonar o esporte, que é o que eu sei fazer e que vou continuar fazendo. Encaro isso como uma chance bacana pra caramba que estou tendo.

Hipertensão é um programa que não ocupa espaço regular na grade. Já há perspectivas para quando a temporada acabar? Pretende voltar ao esporte?

Sim. O esporte é a minha casa.

Diante das notícias de que você apresentaria o 'Hipertensão', muitos internautas lamentaram seu afastamento do jornalismo. Você vê muitas diferenças no universo do entretenimento?

Isso é tão bacana e surpreendente pra mim! De fato eu recebi muitos e-mails e mensagens no Twitter de pessoas que me davam parabéns, desejavam boa sorte e achavam que eu não voltaria para o esporte. Não vejo muitas diferenças entre estes universos, não. O esporte por si só já é entretenimento, mas o meu trabalho está ligado às notícias deste universo. A linha que divide os dois é muito tênue. Você tem que tomar muito cuidado pra não abrir mão da notícia em prol da diversão. A gente faz brincadeira, acompanha atleta de forma diferente, mas sob um ponto de vista jornalístico. No dia a dia, eu tomo muito cuidado pra não deixar que um atropele o outro. Já no programa o pensamento é inverso. O entretenimento está em primeiro lugar e a notícia vem depois.

Que desafios você espera?

Não sei dizer. Penso que tudo que é novo é também desafiador. E esta experiência é totalmente inédita para mim. Por falar de esporte, ela parece próxima à minha realidade; mas pela diferença de linguagem, ela é bem distinta.

O que muda com o novo trabalho?

Eu acabei de chegar e as gravações ainda não começaram, são os roteiros que eu preciso estudar e os 40 dias que irei passar longe de casa, aqui na Argentina.

Sabe-se que o programa se transformou bastante em relação à última edição. Quais as novidades?

Ele agora tem elementos de convivência e continuidade. A versão original tinha seis participantes por programa e um vencedor. Agora o Hipertensão ganhou um formato novo, criado pela Globo. Serão dezesseis participantes disputando o prêmio em quatorze etapas e um só vencedor. Além das provas, eles terão que conviver, se comprometer no "Conselho", que sempre indicará um para a eliminação, e aprender como se relacionar nesse novo jogo. A sedução também estará presente na casa.

Quais as expectativas sobre a temporada na Argentina? Quanto tempo você vai passar longe dos filhos?

A Argentina é mais perto do que a África do Sul, Atenas, Alemanha... Lugares em que estive viajando à trabalho. Buenos Aires fica apenas a três horas do Brasil, eu me sinto perto de casa. E meus filhos provavelmente virão me visitar, quando eu tiver alguma folga. Até porque faz apenas um mês e meio que voltei da África do Sul e agora ficarei 40 dias fora novamente. Estar mais perto me deixa mais segura. Qualquer coisa, em três horas eu estou lá ou eles estão aqui. Já as expectativas são as melhores possíveis. A Argentina é uma cidade muito agradável e a temperatura está ótima. Não é aquele frio que passei na Copa do Mundo e nem um calor típico do Nordeste do Brasil.

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