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Não perdi a esperança, diz pai de desaparecida em desabamento

Pai de desaparecida em desabamento diz que tem esperança

Atualizado: Terça-feira, 7 Fevereiro de 2012 as 10:53

Pai da enfermeira desaparecida após o desabamento de um prédio em São Bernardo do Campo, Deusdet Farias garantiu que não perdeu as esperanças de encontrar a filha com vida. Ele, que acompanha as buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira, relatou que não fala com Patrícia Alves de Lima desde as 17h de ontem, quando ela garantiu que chegaria em casa às 20h.

Patrícia trabalhava há oito anos em uma clínica que funcionava no sexto andar do edifício, localizado na avenida Índico, centro do município. A enfermeira é casada e mora com o marido, mas teria ligado para o pai para avisar o horário que estaria em casa.

Foi o dono da clínica, identificado apenas como doutor Robson, que avisou Farias sobre o acidente, que matou pelo menos uma criança de 3 anos. Outras duas enfermeiras que também trabalham no local escaparam com vida do desabamento.

Mais cedo, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), reafirmou que a construção era regular e tinha toda a documentação exigida pela prefeitura. "A documentação do prédio estava em ordem. A edificação possui a licença do Corpo de Bombeiros e o laudo de segurança e estrutura válido até o próximo mês de julho."

O analista de processo Rodrigo Almeida, 22 anos, estava dentro do prédio na hora do desabamento. Ele conversava com um amigo em uma das salas do primeiro andar, onde funcionava um escritório de advocacia.
"Começou um barulho pequeno que foi crescendo. Cheguei a pensar que fosse um acidente de trânsito. Uma batida de caminhão. De repente, percebi que havia muita poeira e saí correndo. Estávamos eu e mais um amigo.

Conseguimos sair a tempo."
Almeida afirma que viu a cozinha e uma mesa serem engolidas pela cratera que se formou. "Ontem fiquei até mais tarde, estava fazendo hora extra. Até agora não credito no que aconteceu", afirmou ele.

O desabamento

O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado relatando uma explosão, por volta das 19h40 desta segunda-feira, no edifício de 14 andares, que fez com que 13 lajes desabassem umas sobre as outras e deixasse ao menos uma criança morta, seis feridos, e uma enfermeira desaparecida. Os bombeiros ainda trabalham com a hipótese de haver pelo menos outros quatro desaparecidos, fato ainda não confirmado oficialmente.

A criança, que segundo os bombeiros teria aproximadamente 3 anos, chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Pronto Socorro Central da cidade, para onde estão sendo levadas as demais vítimas.

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