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Não sou humorista, mas me dou bem na comédia, conta a atriz Angelina Muniz

Não sou humorista, mas me dou bem na comédia, conta a atriz Angelina Muniz

Atualizado: Segunda-feira, 11 Outubro de 2010 as 11:02

Uma mulher prática e objetiva. É assim como Angelina Muniz se define. No ar como a divertida Léia de "Ribeirão do Tempo", da Record, a atriz revela que hoje pensa bem antes no que vai dizer. "Eu era como a Léia, simplesmente falava. Talvez isso tenha me prejudicado, mas eu nem parava para prestar atenção", conta. Na novela de Marcílio de Moraes, Angelina dá vida à uma viúva viciada em jogos, mas que acaba se tornando assistente das atrapalhadas investigações do filho Joca, interpretado por Caio Junqueira. Para a atriz, a principal característica que ela tenta imprimir na personagem é que ela é bem engraçada. "Eles são amigos e essa parceria é legal, pois mostra que os pais podem participar sem aquele autoritarismo", afirma.

Antes de ser atriz, Angelina foi vendedora de ótica e também modelo. O começo da carreira na TV foi em 1978 fazendo figuração de novela. "Precisavam de uma 'gostosinha' de biquíni, estava eu lá", recorda. Nessa mesma época, Angelina fez curso de Arte Dramática e aos poucos percebia que aquela era sua real vocação. "Depois os trabalhos vieram. No início não busquei, mas depois comecei a procurar novas oportunidades", diz ela que garante não sentir saudade desta época. "Foi um momento legal. Vivo bem cada momento e aquele foi curtido. Eu enterro bem", conta.

Angelina posou nua quatro vezes. Ela assegura que os ensaios para as revistas masculinas em nenhum momento atrapalharam a carreira de atriz. "As pessoas achavam que eu era um símbolo sexual. Ok, não vejo problema nenhum. Fazia pela grana, achava legal", revela sem arrependimento. Angelina garante que hoje não faria outra vez. "Já passou o momento e eu curti. Fiz bastante, eu tinha 20 e poucos anos. Para que fazer um ensaio hoje? Para mostrar que estou bem? Não preciso. Estou muito bem, obrigada", diz ela, que tem 55 anos e que nas horas livres caminha e anda de bicicleta.

Ao longos destes 32 anos de profissão, a atriz aponta que algumas das personagens mais marcantes de sua carreira na TV foram Isabel, de "Sassaricando" (1987), e Angelina, de "Vereda Tropical" (1984), novelas da Globo. "Também tenho saudade da Francisca, de "Bicho do Mato", daquela simplicidade dela, daquele chinelinho, do vestidinho bem pobre, da cozinha que fazia comida de verdade no fogão a lenha", acrescenta Angelina, em referência à novela da Record em 2006, deixando claro que não quer fazer outra personagem parecida.

Quando a atriz recebe algum convite de trabalho que não interessa, ela usa a diplomacia para recusar a proposta. "Digo que não dá agora, que não me senti bem", justifica. Angelina também recusa situações. Em 2008, quando estava no ar com a novela "Mutantes – Caminhos do Coração", a atriz conta que não se sentiu à vontade quando sua personagem Cassandra iria virar uma vampira. "Eu não me vejo fazendo isso. Tenho as minhas limitações. Construí uma personagem segura e mandona a novela inteira. Não faz sentido", explica ela que teve sua personagem subitamente abduzida por uma nave espacial.

Para Angelina Muniz, não há problema com tamanho de papel. Ela garante que não se importa com isso desde que o personagem seja bom. "Quero saber o que ele representa na trama e como fazê-lo direito", comenta a atriz que, em 2007, fez a Alcina do "sitcom" "Louca Família", da Record. "Eu não sou humorista, mas me dou bem na comédia. Me sinto à vontade neste gênero. Não tenho problemas em fazer escada para os outros e não tenho aspiração ou intenção de só fazer protagonista", confessa.

Sobre atuar em "Ribeirão do Tempo", a atriz diz que está fazendo uma novela que encantadora. "Adoro chegar para gravar, adoro esse movimento de bastidores, de gravação, o cenário, a iluminação, tudo feito na hora", afirma. Mas, se existe uma coisa que ela garante não fazer, é estar com dois trabalhos paralelos. Ela afirma já testou esta fórmula e que se arrependeu profundamente. "Eu faço uma novela e minha família sabe que naquele período estou absurdamente enlouquecida. Mas acaba e sempre vamos viajar", finaliza.

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