MENU

'Não tinha dúvida que eles iam me matar', diz marido de Verônica Costa

'Não tinha dúvida que eles iam me matar', diz marido de Verônica Costa

Atualizado: Quarta-feira, 2 Março de 2011 as 12:35

"Não tinha dúvida que eles iam me matar", disse Márcio Costa, marido de Verônica Costa, na manhã desta quarta-feira (2), após ter alta médica do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte do Rio.

Márcio negou todas as acusações da funkeira e reafirmou que foi torturado por ela e parentes por mais de 20 horas. “Verônica sempre foi agressiva. Tinha altos e baixos. Eu mantinha o relacionamento porque a amava muito. O que eu sinto é medo e desgosto. Não tenho raiva, mas quero Justiça”, resumiu.

De acordo com ele, na próxima quinta-feira (3) prestar esclarecimentos sobre o caso na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). "As minhas testemunhas já foram ouvidas. O circuito de câmeras estava sendo instalado, mas só fazia o monitoramento, não gravava imagens", explicou. Na segunda-feira (28), Márcio fez uma cirurgia para raspagem da pele morta devido às queimaduras que sofreu por todo o corpo.

Polícia quer laudo médico

Na segunda, o delegado Antônio Latsala Bertrand, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), ouviu a funkeira e sua família e afirmou que ainda é prematuro apontar um culpado para o caso. Segundo ele, não houve contradição entre os depoimentos de Verônica e do padrasto, mas a polícia aguarda o boletim médico de Márcio Costa e um laudo do local para esclarecer o caso e chegar a uma conclusão.

Segundo bertrand, o exame médico dpoderá dizer que tipo de lesão Márcio sofreu, qual a natureza delas, além da data e a causa dos ferimentos. Ele não descartou a possibilidade de avaliar o circuito interno de câmeras do condomínio e ouvir os vizinhos para saber o estado em que Márcio chegou em casa. O delegado afirmou ainda que é possível que Márcio seja ouvido novamente para confrontar os depoimentos das testemunhas e da vítima.

Troca de acusações

Em seu depoimento, Verônica afirmou que Márcio lhe roubou computadores e câmeras e já chegou machucado em casa. Chorando, ela contou sua versão dos fatos: “Ele chegou na minha casa muito nervoso, gritando, querendo me agredir, como sempre. Ele chegou em casa naquela fúria da droga e, antes de vir à delegacia, fez a limpa lá em casa".

“Nós não precisamos dela para nada, não somos ladrões. Ela inventa, cria um negócio louco, meu filho nunca usou drogas. É coisa da cabeça dela”, rebateu o sogro da funkeira, o aposentado Felicíssimo Costa, que afirmou ainda que a funkeira lhe oferecer uma casa para que ele não chamasse a polícia.

Na delegacia, Felicíssimo distruibuiu à imprensa cópias de um documento em que são listados processos contra a funkeira. Verônica Costa aparece como ré em sete ações criminais no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), e com o nome sujo em empresas de proteção ao crédito.    

veja também