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Naufrágio no rio Amazonas deixa 10 mortos e 40 desaparecidos

Naufrágio no rio Amazonas deixa 10 mortos e 40 desaparecidos

Atualizado: Quarta-feira, 26 Maio de 2010 as 4:58

A embarcação afundou na madrugada desta quarta-feira (26) quando navegava pelo rio Amazonas, próximo a cidade peruana de Iquitos

Ao menos dez pessoas morreram e 40 estão desaparecidas após o naufrágio na madrugada de hoje de um navio em uma região peruana do rio Amazonas perto da fronteira com a Colômbia, e mais de 200 passageiros foram resgatados com vida.

''Estamos falando, inicialmente, de dez mortos, entre 40 e 50 desaparecidos e os sobreviventes são 200, em média'', disse o diretor regional da Defesa Civil em Loreto, o coronel Montoya Aresta, disse à Agência Efe.

Montoya Aresta assinalou que a embarcação afundou ''aparentemente pelo excesso de carga e de passageiros'', já que supostamente mais de 300 pessoas estavam na embarcação.

O acidente ocorreu no distrito de Indiana, a 45 minutos de Iquitos pelo rio Amazonas.

''Neste momento está no local o comitê regional de Defesa Civil com equipes de resgate bombeiros, Polícia Nacional e a Marinha de Guerra'', contou.

Conforme a Defesa Civil, as equipes tentam abrir um buraco no barco porque acreditam que existam pessoas presas. O cuidado é para evitar que essa parte do navio seja inundada e o barco termine de afundar.

A embarcação ''Camila'' afundou por volta das 2h40 de hoje (3h40 em Brasília).

O almirante Rodolfo Rodríguez, chefe do Comando Geral de Operações da Amazônia, assinalou à emissora ''RPP'' que mais pessoas devem ter subido na embarcação durante o trajeto, assim como combustível e carga ilegal.

A Marinha peruana enviou à região uma embarcação para transportar os sobreviventes a Iquitos e também uma embarcação-hospital.

Um dos sobreviventes, identificado como Héctor Freitas, relatou a ''RPP'' que no segundo andar da embarcação viajavam 150 passageiros e que no terceiro mais cem.

O proprietário do barco, Camilo Montoya, declarou à ''RPP'' que a mesma estava em boas condições e que a Capitania de Portos deve informar o número exato dos passageiros.

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