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Neurocirurgiões reclamam das condições do Hospital de Base

Neurocirurgiões reclamam das condições do Hospital de Base

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 11:35

Neurocirurgiões do Hospital de Base denunciam a falta de condições de trabalho e aumento na espera por cirurgias na ala de neurologia. De acordo com os especialistas, o setor está ficando superlotado porque a quantidade de neurocirurgias feitas pelo Hospital de Base cai a cada ano. Só no em 2010, indicam os médico, a redução foi de cerca de 30%.

“A população tem aumentado e o numero de cirurgias vem diminuindo. E não é porque diminuíram os traumas ou diminuíram a quantidade de pacientes com determinada patologia. Nós não estamos conseguindo operar”, declarou a neurocirurgiã Rosana Coccoli.

A médica também reclama das condições de trabalho. “O material de trabalho está sucateado. O nosso microscópio ficou quebrado por um mês. Assim, as cirurgias que eram precisavam do microscópio foram suspensas. O material que a gente usa pra cirurgias de coluna está sempre quebrado ou é material de má qualidade”, afirmou Rosana.

Em agosto do ano passado, 32 médicos do setor enviaram documentos ao Ministério Público e à Secretária de Saúde informando a situação da ala. De acordo com os médicos do Hospital de Base, a quantidade de neurocirurgiões é suficiente para atender à população, mas é necessário mais salas para aumentar a quantidade de cirurgias e o fornecimento de itens básicos como medicação, luvas e soros.

“Cada vez que você atrasa o tratamento de paciente neurocirúrgico, você gera um paciente com risco de óbito, um paciente com sequela, um paciente que vai precisar da família para o resto da vida. Isso impacta na sociedade como um todo”, comentou o neurocirurgião Luis Claudio Pereira.

De acordo com o diretor do Hospital de Base, Julival Ribeiro, os problemas na neurocirurgia do hospital são causados pelo aumento da demanda de atendimento. “Brasília tem 2,5 milhões de habitantes e ainda tem o Entorno, sem contar os pacientes que vêm de outros estados, o que sobrecarrega o atendimento. O Base é o único hospital que atende pacientes com trauma no DF. Outra dificuldade é a falta de anestesistas. Mas o governo já está estudando uma forma de contratar novos profissionais, para assim aumentar o número de cirurgias”, destacou.          

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