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Ônibus incendiados na Grande BH tiveram ordem de presídios, diz polícia

Ônibus incendiados na Grande BH tiveram ordem de presídios, diz polícia

Atualizado: Segunda-feira, 6 Junho de 2011 as 2:31

 Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira (6) que a ordem para incendiar quatro ônibus na Grande BH, nos dias 26 e 27 de abril, saiu de dentro da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outros 10 coletivos foram incendiados entre os dias 2 e 26 de maio e, segundo a polícia, dois estão sendo investigados e oito não tem relação com ordens de presídios.

De acordo com o delegado Islande Batista, depois que um suspeito confessou, no dia 19 de maio, ter mandado botar fogo nos quatro coletivos de dentro do presídio, nenhum ônibus foi queimado por ordem de presos. “Depois que esse suspeito confessou, não teve mais ordem de dentro de presídio. A população começou a achar que queimar ônibus dá ibope. Eles começaram a achar que queimar ônibus como forma de protesto é interessante. Eles têm que entender que isso é crime e tem pena de 3 a 6 anos de cadeia”, disse.

Ainda segundo o delegado, nos crimes em que a ordem veio de presidiários, 12 agentes penitenciários são investigados. “Se juntarmos os 14 coletivos queimados, já ouvimos 30 pessoas”, falou.     Oito ônibus foram queimados por razões diversas, de acordo com a polícia. Um coletivo no bairro Barreiro, em Belo Horizonte, teria sido incendiado no dia 2 de maio por dois homens porque o veículo passava em alta velocidade na porta da casa deles.

Três ônibus e um escolar que pegaram fogo no dia 8 de maio no Bairro Dom Cabral, na capital mineira, teria sido culpa de um curto circuito. Outro coletivo foi incendiado no dia 16 de maio, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, porque o pneu furou e alguns passageiros se revoltaram com a demora.

Em Nova Lima, na Grande BH, um coletivo teria sido incendiado no dia 22 de maio por vingança contra o motorista. E um último, no dia 27, no bairro São Marcos, teria sido incendiado por represália da população contra uma ação da Polícia Militar na região. De acordo com a Polícia Civil, até agora ninguém foi preso ou apreendido em nenhum dos casos. Segundo Islande Batista, faltam provas contundentes contra os suspeitos.          

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