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Ânimos se acirram entre órgãos responsáveis pelo transporte público

Ânimos se acirram entre órgãos responsáveis pelo transporte público

Atualizado: Sexta-feira, 28 Maio de 2010 as 10:35

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE) e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) sentam à mesa de negociação em mais uma tentativa de fechar acordo salarial desse ano.

Espera-se para a reunião um clima de animosidade após atividade defronte à empresa de ônibus Ceará Grande, que paralisou 84 veículos ainda na madrugada e causou transtorno aos usuários, o que pode configurar quebra do acordo com a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

O encontro, marcado para às 8h30, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), interessa de perto aos usuários de transportes coletivos de Fortaleza. Se nada ficar acertado entre patrões e empregados, a chance de deflagração de greve geral dos motoristas é quase de 100%, garante o presidente do Sintro, Domingos Neto.

A categoria de trabalhadores quer um aumento de 45,61%, enquanto os empresários estão oferecendo 4,5% de reajuste. Atualmente, um motorista ganha por mês R$ 1.059, o cobrador R$ 635 e o fiscal recebe R$ 637. Se aprovada a proposta do Sintro, eles passariam a ganhar R$ 1.602, R$ 961 e R$1.152, respectivamente. Querem ainda vale-refeição aumente de R$ 5 para R$ 8.

Os motoristas terão duas assembleias gerais marcadas para às 16 horas de hoje e 9 horas do sábado, na sede do sindicato. Lá, eles vão avaliar as propostas formalizadas pelo Sindiônibus e votar se as aceitam ou não. A manifestação dos motoristas defronte à empresa Grande Ceará, segundo a Etufor, rompeu o acordo feito durante reunião realizada no dia 26, no Ministério Público do Trabalho (MPT). O presidente do órgão, Ademar Gondim, informou que acionou a Procuradoria Regional do Trabalho e em documento relatou a paralisação dos trabalhadores. Segundo ele, 84 ônibus da empresa Ceará Grande deixaram de atender à população, das 4 às 7 de horas. ''Isso provocou grande prejuízo para os usuários que saem de suas casas ou trabalho ainda de madrugada'', disse. Para o Sintro, a assembleia não foi ilegal, pois a adesão dos motoristas foi voluntária e ninguém foi impedido de trabalhar. O procurador-chefe substituto do MPT) no Ceará, Nicodemos Fabrício Maia, adiantou que ainda não tem elementos que comprovem o descumprimento do acordo. Ele deve ir pessoalmente a essas assembleias para comprovar.

Lêda Gonçalves

Postado por João Neto

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