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Niterói tem dia de filas com greve de ônibus

Niterói tem dia de filas com greve de ônibus

Atualizado: Segunda-feira, 2 Abril de 2012 as 8:57

Após um início de manhã tranquilo, algumas linhas de ônibus do Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, começam a ter filas nesta segunda-feira (2). No local onde param os coletivos da linha 38, que segue para Piratininga, uma fila com mais de 60 pessoas se formou entre 6h40 e 7h40, período que os passageiros tiveram que aguardar até a chegada de um novo ônibus.

A demora é causada pela greve dos rodoviários. Desde quinta-feira (29), funcionários de empresas de ônibus de cinco municípios da Região Metropolitana estão em greve: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá.

Quem precisava aguardar o ônibus estava desanimado. A diarista Neuza Maria dos Santos era a primeira da fila. Ela contou que quando chegou havia um ônibus parado no ponto, mas ele estava lotado.
“Saiu um ônibus agora, mas saiu cheio. Só foi quem conseguiu. Quem precisa trabalhar é o mais prejudicado", desabafou a diarista.

Na fila para pegar um ônibus em direção à Itaipu, a doméstica Inês da Silva contou que o patrão compreendeu as faltas por causa da greve.

“Estou desde 6h30 esperando o ônibus debaixo do sol”, disse ela, ressaltando que o coletivo tem intervalos de cinco minutos nos horários de pico.

Apesar da demora, há ônibus em todas as plataformas que atendem o terminal. Uma liminar obriga que as empresas de ônibus circulem com o mínimo de 70% da frota durante os horários de pico. Caso não cumpram, os grevistas serão punidos com multa diária de R$ 100 mil.

Nesta tarde, está prevista uma nova assembleia no Tribunal Regional do Trabalho entre os rodoviários, representantes das empresas de ônibus e sindicalistas para tentar chegar a um acordo.

Problemas em São Gonçalo

Outro município afetado pela greve, São Gonçalo tem filas nos pontos de ônibus, segundo passageiros que chegam ao Terminal João Goulart, em Niterói. A chefe de departamento pessoal Viviane Guedes contou que saiu de casa às 5h10 e precisou sair do bairro onde mora, em Santa Isabel, a pé porque não havia ônibus. “Não tinha ônibus. Coloquei a sandália rasteirinha para vir andando”, disse.

A professora Mariene de Souza também reclamou da falta de transporte para chegar ao trabalho. “Não tem ônibus”.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Setrerj), a classe reivindica um aumento de 16% sobre o salário e 40% sobre a cesta básica. Além de motoristas e cobradores, a paralisação também inclui funcionários da administração e da manutenção.

Baixada Fluminense

Já na Baixada Fluminense, a paralisação foi suspensa na sexta-feira (30) até a tarde desta segunda (2). A medida vale para os municípios de São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita e Nova Iguaçu.

Os rodoviários da Baixada Fluminense explicaram que na segunda-feira (2), às 14h, haverá uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Após a audiência, os sindicalistas vão se reunir às 17h em uma nova assembleia, para decidir os rumos do movimento grevista.

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