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"No vídeo, dá para ver uma cobra", diz mãe de adolescente afogada em MG

"No vídeo, dá para ver uma cobra", diz mãe de adolescente afogada em MG

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 4:48

  A mãe de uma das adolescentes que morreram afogadas em Itajubá, na Região Sul de Minas Gerais, acredita que a filha e a amiga foram atacadas por um animal enquanto nadavam. As garotas aparecem em um vídeo sendo puxadas para o fundo do rio Sapucaí. As imagens mostram um grupo de amigos se divertindo durante o feriado de 1º de maio. A causa das mortes é investigada pela Polícia Civil.

De acordo com Maria Inês da Cruz, no vídeo que registrou a morte da filha, é possível ver uma cobra próximo às adolescentes. Além disso, ela explica que, pela forma como as garotas agiram enquanto eram puxadas, elas devem ter visto o animal que as atacou. “Pelos gritos da (...), o apavoramento, a minha filha abre a boca e não consegue nem gritar”, diz. As vítimas de 15 e 17 anos de idade eram amigas há cerca de 10 anos e comemoravam o feriado com a família de uma delas.

O perito criminal Eliéber Teixeira, que analisou as imagens, acredita na hipótese de um ataque. “As duas adolescentes estão dentro da água em local que elas tinham pé. Elas estavam com água na altura do tórax, não era lugar tão fundo. Elas se assustam, gritam e são puxadas para dentro da água, nitidamente por alguma coisa”, diz. Nas imagens, algo não identificado aparece na altura do ombro de uma das garotas quando estão dentro da água. (Veja no vídeo)

  Um dos vídeos postados na internet já foi assistido por cerca de 300 mil pessoas e possui mais de mil comentários. O local onde foram feitas as imagens fica no bairro Canta Galo, a seis quilômetros da Região Central de Itajubá.

Para o subtenente Reinaldo Fernandes, do Corpo de Bombeiros, as jovens se afogaram por causa da profundidade da região onde nadavam. “Em toda a extensão do rio, nós verificamos que há risco, sim, de afogamento; principalmente em alguns trechos onde a calha do rio é mais profunda. Segundo a equipe que esteve aqui e adentrou a água, alguns pontos chegam a até três metros de profundidade”, diz ele.

O médico legista José Henrique Schumann, que analisou o corpo das jovens, confirma a hipótese do afogamento. “Na perícia médica, nós não constatamos nenhuma lesão além das encontradas nos casos de afogamento, que são sinais clássicos de asfixia”.

A Polícia Civil de Itajubá informou que o delegado responsável pelas investigações só vai se pronunciar quanto ao caso, a partir desta segunda-feira (23), após analisar os fatos.          

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