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Novo ministro diz não fazer pré-julgamentos sobre caso Arruda

Novo ministro diz não fazer pré-julgamentos sobre caso Arruda

Atualizado: Quarta-feira, 10 Fevereiro de 2010 as 12

O novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse nesta quarta-feira preferir não fazer "pré-julgamentos" sobre o escândalo envolvendo o mensalão do DEM no Distrito Federal e tampouco sobre um pedido de afastamento ou de prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido), apontado como líder do esquema.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou nesta terça-feira ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido para que o Ministério Público tome medidas judiciais a fim de garantir o afastamento imediato e até a prisão de Arruda.

Suspeito de coordenar um esquema de mensalão para pagar propina a deputados distritais em troca de apoio político, o político chega a aparecer em um vídeo guardando maços de dinheiro em uma sacola. Outras imagens mostram parlamentares escondendo dinheiro até nas meias e um empresário recolhendo cédulas e as colocando na cueca.

"A Polícia Federal está investigando o assunto, o inquérito está aberto. Vou aguardar informações mais precisas desse inquérito nesse caso", afirmou. "(Prefiro) não fazer pré-julgamentos, não avaliar essa questão antes de conhecer o inquérito que está mão na Polícia Federal. Na verdade temos um Ministério Público atuante, temos as instituições funcionado no Brasil, acreditamos na credibilidade dessas instituições."

Sobre eventuais críticas à Polícia Federal, que recentemente foi acusada de ser utilizada no Rio Grande do Sul contra a governadora Yeda Crusius (PSDB), adversária de Tarso Genro (PT), o ministro observou que os policiais não perseguem políticos e que críticas não serão usadas para inibir a atuação da força policial.

"As críticas não vão impedir nem reduzir o trabalho da Polícia Federal. A PF é republicana, é uma polícia que não persegue nem protege e vai continuar agindo", disse. "Muitas vezes (críticas) são naturais, partem de todos os segmentos. Pessoas atingidas por investigação ou por operação muitas vezes reclamam, mas não podemos nunca permitir que a PF freie suas operações por causa dessas reclamações."

Por: Laryssa Borges

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