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'O estado é mais forte que o crime organizado', diz ministro da Justiça

'O estado é mais forte que o crime organizado', diz ministro da Justiça

Atualizado: Terça-feira, 23 Novembro de 2010 as 4:13

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou nesta terça-feira (23) que falou por telefone com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as medidas em resposta aos ataques que aconteceram nas últimas 48 horas na capital do estado e Região Metropolitana.

“Tudo o que pudermos [fazer para] ajudar o Rio de Janeiro neste momen to vamos fazer. O governador sabe que pode contar com o Ministério da Justiça em um momento difícil como este. O que importa nisso tudo é o estado continuar firme. O estado é mais forte que o crime organizado. Ele vai enfrentar o crime organizado e certamente vai vencer essa disputa”, disse Barreto.   Segundo Barreto, a pedido do governador do Rio, foi determinado à Polícia Rodoviária Federal um reforço do patrulhamento das rodovias federais de acesso à cidade do Rio. Além disso, foi determinada a suspensão de folgas, o pagamento de horas extras e o deslocamento dos policias rodoviários de estados próximos para o Rio.

Ele afirmou ainda que a o sistema prisional e a Força Nacional estão à disposição do governo do estado. Nos próximos dias, a direção da Polícia Rodoviária vai se reunir com as autoridades de segurança do estado para traçar estratégias de ação. O ministro da Justiça afirmou que o governo federal não vai intervir no estado.

“Não há nenhum tipo de intervenção. Vamos acompanhar o Rio de Janeiro numa colaboração de que existe no dia a dia. Uma parceria do Ministério da Justiça com os estados na segurança publica. Estamos colocando à disposição tudo o que é necessário e só vamos acionar o que o governo do estado achar necessário”, afirmou o ministro da Justiça.

Entre esta segunda e terça-feira, 11 pessoas foram presas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, das quais 8 supostamente ligadas aos ataques que aconteceram nas últimas 48h no estado.   Monitoramento

O Ministro da Justiça participou nesta terça do lançamento do projeto “Justiça Plena”, que vai monitorar o andamento de processos judiciais de grande repercussão social. Serão acompanhados 200 casos relacionados a direitos humanos, meio ambiente, improbidade administrativa, desapropriação de terras, entre outros temas.

Segundo a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, o projeto começou depois de um alerta do Ministério da Justiça sobre processos que estariam gerando cobranças de órgãos internacionais.

Entre os casos que serão monitorados está o assassinato do sindicalista José Dutra, conhecido como Dezinho. Ele foi morto em novembro de 2000, em Rondon do Pará (PA) supostamente por causa de conflitos agrários. O caso é acompanhado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).    

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