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O funcionário de uma empresa de transportes que foi assassinado dentro de uma lotérica em Diadema

O funcionário de uma empresa de transportes que foi assassinado dentro de uma lotérica em Diadema

Atualizado: Segunda-feira, 21 Janeiro de 2013 as 8:42

 

O funcionário de uma empresa de transportes que foi assassinado dentro de uma lotérica em Diadema, no ABC, durante uma tentativa de assalto a uma casa lotérica no início da tarde de sábado (19), será enterrado nesta segunda-feira (21) no cemitério da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. A polícia chegou a dizer que Ulisses Lucas de Araújo, de 34 anos, era um dos assaltantes, mas desfez o engano.
O policial civil Otávio Bruno Iokota Fabricator, de 31 anos, se encontrava no escritório da lotérica que pertence a sua família no momento que ocorreu a tentativa de roubo. Segundo informou em seu depoimento aos investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele confundiu o cliente com um ladrão.
 
Segundo a família de Ulisses, ele ia para o trabalho e parou para fazer um jogo. "A gente é de uma família imensa. Está todo mundo muito sofrido", disse a mulher de Ulisses, que pediu para não ser identificada. 
Conforme depoimento do policial e de testemunhas, um suspeito, de 22 anos, o primeiro a ser morto, invadiu, por volta das 13h30, o escritório da lotérica, localizada na Avenida Brasília, no bairro Campanário, no momento em que o policial civil se encontrava com um técnico em informática para fazer a manutenção do sistema de alarme. O rapaz chegou a dar uma "gravata" no policial antes de anunciar o assalto. Otávio, então, entrou em luta corporal e sacou uma pistola 9 mm e disparou contra o suspeito.
 
Em seguida, o policial disse ter visto uma segunda pessoa em área reservada apenas a funcionários da lotérica e imaginou se tratar de um comparsa do suspeito e o alvejou. Ulisses foi atingido no ombro, próximo à região do pescoço. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, mas morreu no hospital municipal de Diadema.
 
Na confusão, Otávio acabou disparando contra a própria mão e deixou a lotérica antes da chegada dos policiais militares. No local, a polícia apreendeu um revólver calibre 32 com cinco projetéis, sendo que nenhum deles tinha sido deflagrado. No hospital, segundo o boletim de ocorrência, os policiais constataram que Ulisses portava um crachá de uma empresa de transporte, onde trabalhava no almoxarifado.
Na empresa, os policiais foram informados que Ulisses havia trabalhado no turno da noite anterior. Na residência da vítima, a mulher dele informou que Ulisses tinha saído de casa por volta das 13h para pagar contas e fazer um jogo na casa lotérica e que iria para o trabalho em seguida. Ele não tinha antecedentes criminais.
 
Otávio Fabricator encontra-se internado sob escolta policial no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital, onde realizou cirurgia para a reconstrução de um dos polegares, que teria sido atingido por um disparo efetuado por ele mesmo. O advogado do policial entregou espontaneamente a pistola 9 mm à polícia. Ele foi indiciado por homícidio simples.
 
De acordo com o boletim de ocorrência, foram solicitados exames resíduográficos para as vítimas fatais e para o policial civil e perícia para o local. Otavio Fabricator foi indiciado por homicídio simples pela Corregedoria da Polícia Civil pela morte de Ulisses Araújo. Em relação ao rapaz de 22 anos, suspeito de tentar assaltar a lotérica, a Corregedoria considerou que o policial agiu em legítima defesa, segundo a SSP.
 

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