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"O Mensageiro" entra em cartaz hoje em Porto Alegre

"O Mensageiro" entra em cartaz hoje em Porto Alegre

Atualizado: Sexta-feira, 19 Fevereiro de 2010 as 12

Entre todas as muitas produções de Holy­wood sobre a Guerra do Iraque, O Mensageiro é provavelmente a menos ortodoxa. Nem por isso, no entanto, a menos incisiva.

Depois de uma semana de sessões de pré-estreia, o filme entra em cartaz hoje em Porto Alegre. É o primeiro longa dirigido por Oren Moverman, autor do excelente roteiro de Não Estou Lá (2007), inspirado no universo musical de Bob Dylan. Por O Mensageiro, que ele escreveu em parceria com o produtor Alessandro Camon, ganhou no ano passado o Urso de Prata do Festival de Berlim – justamente pelo roteiro que, este ano, está indicado ao Oscar.

O fato de se tratar de um filme sobre a guerra não significa que se está diante de um filme do gênero guerra. A trama envolve dois oficiais, o jovem sargento Will (Ben Foster) e seu parceiro mais experiente, o capitão Tony (Woody Harrelson, indicado ao Oscar na categoria coadjuvante), que têm como missão comunicar a morte dos soldados em combate no Iraque a seus familiares nos EUA. Eles estão longe do front - mas vivendo de perto o horror estampado no rosto de quem perdeu um filho, ou um marido, ou mesmo um pai.

O título original combina mais com o longa do que sua tradução no singular. É que The Messenger é o nome como é chamada a tarefa que aqui é exercida não por um, e sim por dois integrantes do exército norte-americano. Will, embora seja o protagonista, aquele não admite trabalhar com frieza e se envolve com as vítimas - sobretudo a jovem viúva Olivia (Samantha Morton) -, ou seja, o personagem sobre o qual recaem os dilemas éticos, não está sozinho. O Mensageiro cresce quando ele e o aparentemente insensível Tony se unem para segurar juntos a barra - e o capitão interpretado por Harrelson toma conta da cena.

Trata-se de um filme com uma abordagem sutil - não há exageros sentimentalistas - sobre como a trágica Guerra do Iraque devastou famílias inteiras nos EUA. E também, e fundamentalmente, sobre como pessoas de naturezas tão diferentes reagem, juntas, quando expostas a uma situação-limite.

Por: Daniel Feix

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