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"O que Mantega defende nós defendemos", diz Jucá sobre gastos

"O que Mantega defende nós defendemos", diz Jucá sobre gastos

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 2:13

A preocupação do ministro da Fazenda com a austeridade fiscal ao anunciar a prorrogação do decreto dos restos a pagar de 2009 causou desconforto entre os aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso e levou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a afirmar nesta sexta (1º) que a decisão da presidente de estender por mais 90 dias o prazo para liberação das emendas parlamentares não compromete as contas do governo.

“O que o ministro Guido Mantega defende o que todos nós defendemos: austeridade fiscal, responsabilidade, controle nos gastos. Agora, prorrogar os restos a pagar não quer dizer que se estará fazendo algo de errado na questão fiscal, pelo contrário, estamos dando condição, com mais 90 dias, de as prefeituras se adequarem aos projetos que estarão em análise”, afirmou Jucá.

A exemplo de Jucá, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também garantiu que a preocupação com o equilíbrio das finanças do país não é um privilégio apenas do governo e que “o parlamento tem o mesmo interesse do país”.

“O Congresso também tem o mesmo dever do governo de ter um orçamento equilibrado, no qual despesa e receita estejam no mesmo nível. O parlamento tem o mesmo interesse do país”, argumentou Sarney.

Diante da prorrogação do decreto do pagamentos de 2009, o ministro da Fazenda sinalizou que o governo poderia travar a liberação de emendas de 2011 em nome do equilíbrio fiscal. Para o líder do governo no Senado, independentemente das posições de Mantega em relação a liberar ou não emendas parlamentares de 2011, a decisão caberá apenas a presidente.

“O governo está discutindo quando vai liberar as emendas de 2011. Historicamente o governo libera as emendas no final do ano, sempre é assim. Então, de agosto em diante, não há nenhum tipo de prejuízo, porque tem sido assim nos anos anteriores. É uma questão que vai depender da presidenta Dilma, a presidenta que vai fazer. O governo está agindo com responsabilidade, permitindo que a receita se configure, mas sem dúvida nenhuma, no final do segundo semestre, perto do final do ano, vamos ter as emendas”, analisou Jucá.

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